<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238</id><updated>2011-04-22T05:17:09.737+01:00</updated><title type='text'>O Nome e a Coisa</title><subtitle type='html'>"Quando fazemos coisas com as palavras, do que se trata é de como damos sentido ao que somos e ao que nos acontece, de como correlacionamos as palavras e as coisas, de como nomeamos o que vemos ou o que sentimos e de como vemos ou sentimos o que nomeamos" (Jorge Larrosa Bondía, 2002)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>62</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-2696065015258341223</id><published>2009-05-14T22:42:00.002+01:00</published><updated>2009-05-14T23:02:27.062+01:00</updated><title type='text'>Esta 'tá boa...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há coisas ridículas neste país, e esta, de que tomei conhecimento hoje de manhã, é das mais ridículas que ouvi nos últimos tempos. Aparentemente há uma Escola de 2.º e 3.º Ciclos no Pinhal Novo que adoptou um código de vestuário que proíbe alunos/as e funcionários/as (docentes e não docentes) de, entre outras coisas, usar calças de cintura descaída, decotes, "tops" e mini-saias. Podem consultar a notícia aqui:&lt;a href="http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&amp;amp;op=c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d&amp;amp;id=88c4b8477d9033fb621d630b365ccfc9"&gt; Notícia em "Fábrica de Conteúdos"&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este código de vestuário foi aprovado em Assembleia de Escola, contando com o apoio de docentes, encarregados/as de educação e alunos/as. Bom, eu tenho alguns problemas óbvios com este tipo de restrições, porque acho que são meio caminho andado para códigos de conduta fascizantes. Mas o que mais me chocou nesta história foram as razões apresentadas, em entrevista à RTP, pela Presidente do Conselho Executivo para a adopção destas medidas. E passo a citar:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;color:#333333;"&gt;Segundo a responsável, «um professor sentiu-se incomodado por conseguir ver as cuequinhas de uma menina, devido à mini-saia muito curta que ela vestia».&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;color:#333333;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;color:#333333;"&gt; A presidente do Conselho Executivo refere ainda uma situação ocorrida na época do Euro 2004 em que um rapaz apareceu «pintado da cabeça aos pés».&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;color:#333333;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A questão que, para mim, se levanta é: o senhor Professor em questão, não tinha outro sítio para onde olhar que não fosse para o entre-pernas da menina?&lt;br /&gt;Desculpem-me, mas este tipo de argumento, na minha opinião, está ao mesmo nível daquele que considera que as mulheres são vítimas de violência sexual porque se vestem de forma provocante. Mas que é isto, somos todos bichos, agora?! Um homem não pode ver uma mulher de mini-saia (ou pior, uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;criança&lt;/span&gt; de mini-saia) que fica possuído por alguma espécie de instinto predatório?! Tenham juízo, meus/minhas senhores/as...&lt;br /&gt;Por outro lado, outra das razões que, supostamente, está por detrás desta decisão, tem a ver com o acumular de queixas relativamente a jovens do sexo masculino que apalpam colegas do sexo feminino. Eu, sinceramente, penso que esta questão merece o mesmo tipo de reflexão que a anterior, mas, se me permitem, eu gostaria de lembrar que as crianças e os/as jovens não são seres assexuados. Preferencialmente iniciarão as suas vidas sexuais quando atingirem alguma maturidade física e psicológica, mas isso não significa que andem numa espécie de suspensão criogénica até aos dezoito anos, e que um dia, de repente, acordem, e descubram que são homens ou mulheres com impulsos sexuais. É normal!!! As crianças e os/as jovens têm jogos de sedução: fazem-no com os/as pais/mães, com os/as professores/as, com os pares. Sexualidade não é acto sexual... As crianças e os/as jovens descobrem-se como indivíduos e como homens ou mulheres através destas brincadeiras em que se tocam, se provocam, se testam a si próprios/as e aos/às outros/as. Quanto mais envolta em vergonha se tornar a descoberta na sexualidade, mais incapazes de intimidade física e emocional se tornarão estes indivíduos, que hoje são crianças a brincar aos apalpões, mas amanhã serão homens ou mulheres à procura de amor.&lt;br /&gt;Tenham juízo... Cresçam... E deixem estes/as miúdos/as crescer em paz...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-2696065015258341223?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/2696065015258341223/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=2696065015258341223&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/2696065015258341223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/2696065015258341223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2009/05/esta-ta-boa.html' title='Esta &apos;tá boa...'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-4114011937081223200</id><published>2009-05-07T16:08:00.003+01:00</published><updated>2009-05-07T16:18:32.036+01:00</updated><title type='text'>Apanhei um Gumby(zino)!!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda existem espécimes desta estirpe que julgava há muito extinta...! E encontrei um na passada terça-feira, em plena Avenida dos Aliados, sob um escaldante sol de Maio, clima por excelência propício à exibição da espécie:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SgL53iBokEI/AAAAAAAAAIY/DR4bbcr_3J0/s1600-h/Gumby.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SgL53iBokEI/AAAAAAAAAIY/DR4bbcr_3J0/s400/Gumby.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333099641181868098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem não sabe o que é um Gumby, e deseja assumir de uma vez por todas que andou, até hoje, a desperdiçar o seu tempo de existência no planeta Terra, faz favor de ir &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gumbys"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Deixo também uma das raras imagens de uma manada de Gumbys no seu habitat natural:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SgL7U2FYJ9I/AAAAAAAAAIg/uiFuX92_6Cc/s1600-h/Gumbys.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 325px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SgL7U2FYJ9I/AAAAAAAAAIg/uiFuX92_6Cc/s400/Gumbys.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333101244294113234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E ainda me perguntam porque é que eu gosto de viver no Porto... LoL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-4114011937081223200?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/4114011937081223200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=4114011937081223200&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/4114011937081223200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/4114011937081223200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2009/05/apanhei-um-gumbyzino.html' title='Apanhei um Gumby(zino)!!'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SgL53iBokEI/AAAAAAAAAIY/DR4bbcr_3J0/s72-c/Gumby.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-3654592592116178792</id><published>2009-03-22T23:15:00.003Z</published><updated>2009-03-23T21:11:16.145Z</updated><title type='text'>Há coisas que me deixam (co)movida...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...e esta é uma delas: &lt;a href="http://caderno.josesaramago.org/2009/02/19/susi/"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Susi « O Caderno de Saramago&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haja dignidade, sejamos dignos/as, façamos da Terra um sítio mais dignificante, para eles/as e para nós.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-3654592592116178792?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/3654592592116178792/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=3654592592116178792&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/3654592592116178792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/3654592592116178792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2009/03/ha-coisas-que-me-deixam-comovida.html' title='Há coisas que me deixam (co)movida...'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-7389968480022388795</id><published>2009-02-25T22:06:00.005Z</published><updated>2009-02-25T22:22:40.364Z</updated><title type='text'>O meu avô</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SaXBI03UzXI/AAAAAAAAAHA/Vab8A15zCBo/s1600-h/avo+1.BMP"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 268px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SaXBI03UzXI/AAAAAAAAAHA/Vab8A15zCBo/s400/avo+1.BMP" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306860093299805554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descobri esta fotografia no fim-de-semana passado. Não a conhecia, nem tem data, mas deve ter uns seis, sete anos. Nem dá para acreditar que já passaram quatro anos e meio desde que este sorriso deixou de preencher os meus dias...&lt;br /&gt;É o meu avô. É assim que me lembro dele. Aquela roupa, aqueles chinelos, a bicicleta, os pássaros. Aquela casa e aquele quintal onde passava tantas horas. Às vezes ouço, lá num cantinho perdido da memória, ele a chamar por mim. O tempo começa a apagar certas lembranças... Lembro-me da voz dele a pronunciar certas palavras, certas expressões que usava muitas vezes, a maneira como assobiava enquanto se entretinha com alguma das suas intermináveis tarefas. Quando vou na rua, por vezes reconheço em alguém o cheiro do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;after-shave&lt;/span&gt; que ele usava. De outras coisas já não me consigo lembrar.&lt;br /&gt;Tenho duas cassetes audio, com gravações da voz dele. Uma data de quando eu tinha um ano e meio de idade. Outra de bem mais tarde, de uma entrevista que a minha mãe lhe fez a propósito da experiência do serviço militar em Macau, cerca de 2001. Desde que o meu avô morreu, já por diversas vezes tive intenção de pegar nessas gravações, mas até hoje não fui capaz. Não sei se algum dia serei. Já o disse muitas vezes, mas de facto é o que sinto, é uma dor que nunca morre. Uma saudade que nunca mais poderei superar. Um nó na garganta e os olhos marejados de lágrimas, sempre que me lembro dele. Sempre.&lt;br /&gt;Era o meu avô. Tenho saudades. Penso que terei sempre. Ficou tanto por viver, por dizer. Tantos beijos e abraços, palavras meigas, suspensos para sempre. O meu avô a dizer o meu nome... até quando conseguirei lembrar-me?&lt;br /&gt;A vida hoje dói.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-7389968480022388795?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/7389968480022388795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=7389968480022388795&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/7389968480022388795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/7389968480022388795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2009/02/o-meu-avo.html' title='O meu avô'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SaXBI03UzXI/AAAAAAAAAHA/Vab8A15zCBo/s72-c/avo+1.BMP' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-5281153404067924348</id><published>2008-12-12T16:04:00.003Z</published><updated>2008-12-12T16:25:52.141Z</updated><title type='text'>Life, the Universe, and everything</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SUKLz9bOnrI/AAAAAAAAAG4/BwJZaXa-b_Q/s1600-h/tatuagem.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SUKLz9bOnrI/AAAAAAAAAG4/BwJZaXa-b_Q/s400/tatuagem.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278935438009999026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é porque os momentos são importantes que as coisas acontecem; é porque as coisas acontecem que os momentos se tornam importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz uma tatuagem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-5281153404067924348?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/5281153404067924348/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=5281153404067924348&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/5281153404067924348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/5281153404067924348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/12/life-universe-and-everything.html' title='Life, the Universe, and everything'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SUKLz9bOnrI/AAAAAAAAAG4/BwJZaXa-b_Q/s72-c/tatuagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-8153962677492010955</id><published>2008-11-04T18:30:00.002Z</published><updated>2008-11-04T18:35:21.346Z</updated><title type='text'>Remember the good old days...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SRCU3P7aY9I/AAAAAAAAAGw/5J676u5UFRY/s1600-h/04-11-2008+006.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SRCU3P7aY9I/AAAAAAAAAGw/5J676u5UFRY/s400/04-11-2008+006.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264871641285551058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...quando andávamos sem casaco e sem guarda-chuva, apanhávamos as maiores molhas, e andávamos sempre aí a vender saúde? Pois é... Esse tempo acabou para mim! Agora nem com suplementos vitamínicos, agasalhos e alimentação cuidada; chega o frio e é fatal, a bela da gripe... Sou uma pessoa reduzida a chá e aquecedor...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-8153962677492010955?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/8153962677492010955/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=8153962677492010955&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/8153962677492010955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/8153962677492010955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/11/remember-good-old-days.html' title='Remember the good old days...'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SRCU3P7aY9I/AAAAAAAAAGw/5J676u5UFRY/s72-c/04-11-2008+006.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-4796092274527793724</id><published>2008-10-13T11:40:00.004+01:00</published><updated>2008-10-13T22:14:35.382+01:00</updated><title type='text'>My day as a princess</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...Ou como disse a minha amiga Cátia, perante a incansável parelha de mini-assistentes que disputava a cauda do meu vestido de cada vez que eu pensava em mexer-me: "Tens a noção de que hoje, para eles, és a Floribella?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;:D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SPO6DvVA7hI/AAAAAAAAAGo/GRlFdrhhXJc/s1600-h/DSC_5371.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SPO6DvVA7hI/AAAAAAAAAGo/GRlFdrhhXJc/s400/DSC_5371.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256749763478482450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SPMnF09da6I/AAAAAAAAAGg/5Gx0Xme7fLQ/s1600-h/DSC_0030.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-4796092274527793724?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/4796092274527793724/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=4796092274527793724&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/4796092274527793724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/4796092274527793724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/10/my-day-as-princess.html' title='My day as a princess'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SPO6DvVA7hI/AAAAAAAAAGo/GRlFdrhhXJc/s72-c/DSC_5371.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-1194252557625605200</id><published>2008-10-04T22:33:00.003+01:00</published><updated>2008-10-04T23:26:50.523+01:00</updated><title type='text'>Love is a Many-Splendored Thing</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viver junto, concubinar, dividir despesas, casar, coabitar... Seja o que for que se lhe quiser chamar, por conforto ou por opção, deliberada ou despreocupadamente, esta coisa de partilhar uma casa, uma vida com alguém é, de certeza, uma das escolhas mais reflectidas e, ao mesmo tempo, mais espontâneas que tomamos ao longo de toda a nossa vida.&lt;br /&gt;É difícil falar sobre o amor, sobre algo que nos preenche o corpo e a alma a todas as horas do dia, e sobre a qual raramente pensamos ou falamos de forma estruturada. É um pouco como a saudade que sentimos de quem já não está entre nós: está lá, está sempre lá, é um sentimento que nunca morre; às vezes é tão forte que nos deixa um nó na garganta e os olhos marejados de lágrimas, outras é tão suave que quase nem nos apercebemos do descompasso do coração provocado pelo soar da voz da pessoa que amamos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que, muitas vezes, o prurido das pessoas em falar sobre as suas escolhas no campo afectivo tem a ver com aquela tendência inaudita de nos levarmos, a nós próprios/as e aos/às outros/as, demasiado a sério. Temos aquelas ideias pré-fabricadas sobre a forma como as relações devem funcionar, e temos pudor em reconhecer, perante nós mesmos/as e os/as outros/as que aquilo que estamos a viver e a sentir é diferente, é único, é nosso, porque todas as pessoas são diferentes e únicas. A diferença é uma coisa desconfortável, e enquanto não soubermos viver com ela, nunca seremos genuínos/as, e nunca nos entregaremos verdadeiramente. E sem entrega não pode haver amor... No entanto, a entrega nunca é anulação: a relação certa para cada um/a de nós é aquela que nos permite sermos como realmente somos, e eventualmente, através dela, descobrirmos outras facetas que desconhecíamos.&lt;br /&gt;O verdadeiro amor é aquele que nos dá espaço e tempo, para rir e chorar, para avançar e recuar, para fazer asneiras e para tomar as opções certas. O verdadeiro amor é aquele que nos faz sentir que, apesar de existirem 6 biliões de outras pessoas no mundo (e quantas mais, quem sabe, no Universo), não há mais ninguém com quem gostaríamos de partilhar aquele momento, aquele lugar. É aquele que descobrimos todos os dias... no acordar remelento, do outro lado da mesa do pequeno-almoço, no beijo distraído à despedida, na fotografia que trazemos sempre na carteira, do lado de lá de uma sms, num aniversário, num dia triste, na rotina, nas dificuldades, nas gargalhadas que nos deixam sem fôlego, numa troca de olhares de um milésimo de segundo, na piada que mais ninguém entende, nesta casa que dizemos "nossa". É assim o amor, para mim. Sem dramas, sem "para sempre", sem suster a respiração, genuíno, corpo-a-corpo. Feliz, muito feliz.&lt;br /&gt;Estou apaixonada; nota-se?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-1194252557625605200?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/1194252557625605200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=1194252557625605200&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/1194252557625605200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/1194252557625605200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/10/love-is-many-splendored-thing.html' title='Love is a Many-Splendored Thing'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-1896279392022878550</id><published>2008-09-10T23:54:00.007+01:00</published><updated>2008-09-11T00:16:31.750+01:00</updated><title type='text'>O Leão e o Rato</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algures em 1668, um senhor chamado Jean de La Fontaine escreveu uma história que reza assim...&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Certo  dia, estava um Leão a dormir a sesta quando um ratinho começou a correr por cima dele. O Leão acordou, pôs-lhe a pata em cima, abriu a bocarra e preparou-se para o engolir.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Perdoa-me! - gritou o ratinho - Perdoa-me desta vez e eu nunca o esquecerei. Quem sabe se um dia não precisarás de mim?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Leão ficou tão divertido com esta ideia que levantou a pata e o deixou partir.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois o Leão caiu numa armadilha. Como os caçadores o queriam oferecer vivo ao Rei, amarraram-no a uma árvore e partiram à procura de um meio para o transportarem.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisto, apareceu o ratinho. Vendo a triste situação em que o Leão se encontrava, roeu as cordas que o prendiam.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que um ratinho pequenino salvou o Rei dos Animais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci a 4 de Agosto, e por isso o meu signo do Zodíaco Ocidental é Leão. Nasci em 1984, e por isso o meu signo do Zodíaco Chinês é Rato. Sempre achei uma combinação curiosa, para não dizer improvável, e só recentemente "se fez luz" na minha cabeça. Ele há coisas do arco da velha... A moral da história... fica ao critério de quem lê.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-1896279392022878550?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/1896279392022878550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=1896279392022878550&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/1896279392022878550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/1896279392022878550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/09/o-leo-e-o-rato.html' title='O Leão e o Rato'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-5653396960222194238</id><published>2008-06-20T13:52:00.004+01:00</published><updated>2008-06-20T13:58:38.375+01:00</updated><title type='text'>Alongamentos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SFuoV2yWtMI/AAAAAAAAAEU/P2JSMUpP_Rs/s1600-h/544402332_51c21ee3b9.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SFuoV2yWtMI/AAAAAAAAAEU/P2JSMUpP_Rs/s320/544402332_51c21ee3b9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213946087048918210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um lugar secreto, dentro de mim.&lt;br /&gt;Uma tatuagem, para preencher um espaço vazio. Um novo sentido, uma nova matiz na mesma fotografia de sempre, velha dos anos e dos usos.&lt;br /&gt;Sorrisos, abraços. Os olhos vermelhos de choro. Gritos, cicatrizes, sinais. Abrir a janela como se hoje o mundo fosse novo outra vez. Espreguiçar a alma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-5653396960222194238?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/5653396960222194238/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=5653396960222194238&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/5653396960222194238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/5653396960222194238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/06/alongamentos.html' title='Alongamentos'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SFuoV2yWtMI/AAAAAAAAAEU/P2JSMUpP_Rs/s72-c/544402332_51c21ee3b9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-4699470260680374620</id><published>2008-06-06T20:34:00.000+01:00</published><updated>2008-06-06T20:35:04.169+01:00</updated><title type='text'>Anosognosia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Planeio o apocalipse. Sento-me quieta e fecho-me na cápsula. Pinto o mundo lá fora de preto, porque não quero olhar para os rostos que passam. Não quero sentir outras dores, não quero vislumbrar outras preocupações. Não quero outras lágrimas que não as minhas. Quero o silêncio absoluto, para me poder deixar embalar pela batida descompassada do meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero mais explicações. Quero a água a escaldar, a cair como agulhas na minha pele nua, a libertar-me de mim, das amarras disto que sou hoje. Como se, no fim, ficasse só uma concha, pálida, polida, que tu encostasses ao ouvido. E ouvisses, num suspiro profundo e quente, uma canção, para ti.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-4699470260680374620?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/4699470260680374620/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=4699470260680374620&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/4699470260680374620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/4699470260680374620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/06/anosognosia.html' title='Anosognosia'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-9209569173732945506</id><published>2008-05-22T20:20:00.002+01:00</published><updated>2008-05-22T20:23:48.773+01:00</updated><title type='text'>Smile like you mean it</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Como se guardasses um segredo. Como se tivesses coragem de olhar para além daquilo que vês. Como se soubesses coisas que ainda não podem ser, não agora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; Aquece-me as mãos. Aperta-as nas tuas, com força, como se quisesses parar o tempo com os dedos entretecidos. Como se te desligasses, e pudesses ser vácuo. Como se deixasses de ter um rosto, uma identidade, como se pudesses arrancar todas as folhas escritas e começar o livro de novo. Como se fossemos livres. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; Um som que só tu podes ouvir. Uma língua inventada por nós. O silêncio. Respirar fundo, fechar os olhos e deixar que todas as perguntas ardam no lume lento da vida a acontecer. Consegues sentir? O futuro, e nós sentados na areia molhada a sorrir por causa daquelas ondas minúsculas a fazerem-nos cócegas nos pés. O sal a secar na pele e a deixar-nos riscos brancos que se desfazem em pó quando me abraças. Como se fossemos leves.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; Como se aquilo que dizemos não tivesse peso, não apagasse a faísca dos nossos olhares a cruzarem-se sem querer e a recitarem tratados sobre o amor em milésimos de segundo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; Como se acordasses a meio da noite para ver se ainda respiro, se ainda sou tua, e me pousasses a mão sobre o peito, suave. Como se quisesses morder a minha gargalhada desbragada, soluçada. Como se respirasses devagar na curva do meu pescoço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; Como se apagássemos a luz e o quarto se tornasse infinito, do tamanho do mundo, do tamanho do tempo. Como se pudéssemos desfocar a lente com que olhamos a vida, até só haver lugar para o estranho, o diferente, o impossível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; Como se me desses um sorriso dos teus. Daqueles, tu sabes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-9209569173732945506?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/9209569173732945506/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=9209569173732945506&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/9209569173732945506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/9209569173732945506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/05/smile-like-you-mean-it.html' title='Smile like you mean it'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-8266838385600229849</id><published>2008-05-11T12:36:00.003+01:00</published><updated>2008-05-11T13:05:34.305+01:00</updated><title type='text'>Esquece tudo o que te disse</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas as palavras são metáforas. Até um "adeus" pode querer dizer "reconquista-me".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as palavras são alegorias. Desenhos de ideias. Acordes musicais de sentimentos, actos, omissões. Alguns silêncios são palavras. Alguns silêncios são gritos. Algumas palavras são lágrimas travestidas de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras nos olhos e as palavras nos lábios podem ser tão distintas, que é como se tivessemos duas encenações a decorrer em simultâneo, cá dentro de nós. Devíamos disciplinar os olhos ou desfrear a língua? Ou vice-versa, já nem sei bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras, hoje, são pó. Estão secas, e dispersam-se em partículas no murmúrio de um momento que não existiu. Ou seríamos mesmo nós, ali?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-8266838385600229849?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/8266838385600229849/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=8266838385600229849&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/8266838385600229849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/8266838385600229849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/05/esquece-tudo-o-que-te-disse.html' title='Esquece tudo o que te disse'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-5640496079541130008</id><published>2008-05-05T23:54:00.002+01:00</published><updated>2008-05-05T23:58:27.770+01:00</updated><title type='text'>Promete</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero escrever. Quero verter sentimentos em palavras. Quero que as palavras nunca sequem, nunca deixem de brotar disto que se passa cá dentro, dentro de mim. Quero as mãos atrapalhadas pela sofreguidão destas palavras, que querem saltar-me pelos olhos, pela boca, perfeitas, redondas, brancas. Palavras.&lt;br /&gt;Deixo-me envolver, respiro. Fecho os olhos e as mãos, trago-as assim ao rosto, escondo-me nelas. Pensamentos feitos luz. Queria saber-te e pôr-te em palavras, muitas palavras, um rio de palavras e eu imersa nele. Sem fôlego, sem pé. Atirar-me para uma corrente de palavras, de sentimentos em palavras, de costas, os olhos fechados, os braços abertos, sem respirar fundo antes de saltar. Saltar, só. Encharcar-me nas palavras de ti.&lt;br /&gt;Quero o som das tuas palavras, o cheiro delas, o sabor delas, na ponta da língua, no fundo da garganta, no fundo do peito. Nas pontas dos dedos. E para lá delas, para lá dos corpos, as palavras, sempre. Para lá da vida e da morte, palavras que ficam sempre, coladas ao tempo, palavras húmidas a escorrer das paredes da alma, até que já não haja ninguém que saiba o que elas querem dizer. Até já não havermos nós, nem nada de nós.&lt;br /&gt;As palavras hão-de ser sempre promessas e desejo. Histórias que escrevemos, de um só fôlego, no cimento molhado. Nas mãos abertas um do outro. As mãos como cadernos em branco, dedos de tinta permanente. As palavras que ficam. Escritas na pele, nos olhos, em nós. São palavras invisíveis, vapor de sonhos. As veias azuis como auto-estradas, a levar a possibilidade das palavras às esquinas do coração.&lt;br /&gt;As palavras como laços. Promete-me palavras. E tempo. E um mar de sentimentos feitos luz, para eu mergulhar, de cabeça. Os olhos fechados e os braços abertos. Palavras sem fim.&lt;br /&gt;Promete.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-5640496079541130008?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/5640496079541130008/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=5640496079541130008&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/5640496079541130008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/5640496079541130008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/05/promete.html' title='Promete'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-3952873434143179432</id><published>2008-04-19T17:05:00.004+01:00</published><updated>2008-04-20T11:33:01.779+01:00</updated><title type='text'>Desassossego...</title><content type='html'>"O que há em mim é sobretudo cansaço&lt;br /&gt;Não disto nem daquilo,&lt;br /&gt;Nem sequer de tudo ou de nada:&lt;br /&gt;Cansaço assim mesmo, ele mesmo,&lt;br /&gt;Cansaço.   &lt;p&gt;A subtileza das sensações inúteis,&lt;br /&gt;As paixões violentas por coisa nenhuma,&lt;br /&gt;Os amores intensos por o suposto alguém.&lt;br /&gt;Essas coisas todas -&lt;br /&gt;Essas e o que faz falta nelas eternamente -;&lt;br /&gt;Tudo isso faz um cansaço,&lt;br /&gt;Este cansaço,&lt;br /&gt;Cansaço. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Há sem dúvida quem ame o infinito,&lt;br /&gt;Há sem dúvida quem deseje o impossível,&lt;br /&gt;Há sem dúvida quem não queira nada -&lt;br /&gt;Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:&lt;br /&gt;Porque eu amo infinitamente o finito,&lt;br /&gt;Porque eu desejo impossivelmente o possível,&lt;br /&gt;Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,&lt;br /&gt;Ou até se não puder ser... &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E o resultado?&lt;br /&gt;Para eles a vida vivida ou sonhada,&lt;br /&gt;Para eles o sonho sonhado ou vivido,&lt;br /&gt;Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...&lt;br /&gt;Para mim só um grande, um profundo,&lt;br /&gt;E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,&lt;br /&gt;Um supremíssimo cansaço.&lt;br /&gt;Íssimo, íssimo, íssimo,&lt;br /&gt;Cansaço..." &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Álvaro de Campos&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SAobIIxbs0I/AAAAAAAAAEM/X1aTeoUOSkQ/s1600-h/SUNP0004.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SAobIIxbs0I/AAAAAAAAAEM/X1aTeoUOSkQ/s320/SUNP0004.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190991347105641282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-3952873434143179432?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/3952873434143179432/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=3952873434143179432&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/3952873434143179432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/3952873434143179432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/04/desassossego.html' title='Desassossego...'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/SAobIIxbs0I/AAAAAAAAAEM/X1aTeoUOSkQ/s72-c/SUNP0004.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-7506442358331922808</id><published>2008-04-05T19:05:00.002+01:00</published><updated>2008-04-05T19:48:46.687+01:00</updated><title type='text'>Os filhos dos outros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu gosto de crianças. Há quem diga que é natural, há quem diga que não percebe como é que há gente que diz abertamente não gostar de crianças e não ter a menor intenção de ter filhos/as, há gente para quem "não gosta de crianças" é algum tipo de insulto. Eu discordo: compreendo que haja pessoas que não tenham paciência para crianças, e nem toda a gente é obrigada a desejar loucamente uma ranchada de filhos/as. Eu própria ainda não decidi se quero ou não ter filhos/as, embora desde sempre tenha gostado de crianças e tenha acompanhado imenso o crescimento de um primo e uma prima, que estão agora a entrar na adolescência.&lt;br /&gt;Isto vem a propósito daquilo que hoje me apetece dizer das pessoas que têm filhos/as e que acham que toda a gente à sua volta está 100% disposta a aturar os/as filhos/as deles/as. Eu gosto de crianças e o meu problema não é com elas, mas sim com os/as pais/mães.&lt;br /&gt;Hoje fui almoçar ao shopping. Eram quase duas da tarde, e pensei que já fosse encontrar pouca gente, embora me tenha deparado com uma fila bastante extensa no McDonalds. Dirigi-me a uma fila com cerca de três pessoas à minha frente, e esperei. Imediatamente à minha frente estavam duas senhoras, uma delas com uma criança ao colo, e uma outra com um carrinho de bebé. A criança que estava no carrinho, visivelmente com fome, chorava e protestava bastante, embora nada de insuportável. As duas senhoras, enquanto aguardavam a sua vez, conversavam animadamente sobre assuntos diversos, e escusado será dizer que só se lembraram de decidir o que queriam pedir quando chegaram ao balcão. Ainda antes disso, e enquanto a pessoa que estava à sua frente fazia o pedido, a senhora com a criança ao colo decidiu sentá-la em cima do balcão.&lt;br /&gt;A criança que estava ao colo devia ter pouco mais de dois anos, e, embora ainda mal articulasse o discurso, já tinha voto na matéria quanto ao que ia comer. A senhora que o tinha ao colo perguntava "Queres douradinhos?", a criança dizia que sim com a cabeça e a senhora transmitia a mensagem ao senhor da caixa. "Queres coca-cola?", a criança dizia que sim, e depois dizia que queria sumo, e a senhora pedia ao senhor da caixa para ser antes sumo. Mas a criança queria sumo de laranja natural, e só havia sumo de pacote, e a criança queria um copo, e depois não queria aquele copo, mas sim um copo dos outros, e depois queria uma palhinha, e depois pegava no papel junto à caixa e atirava ao chão, e a senhora que o tinha ao colo interrompia o pedido para ir buscar aquilo ao chão. E depois a criança queria uma moeda para pôr na caixa das moedas junto à caixa, e depois não gostava do brinquedo de oferta, e o senhor da caixa ia buscar outro, mas depois a criança já gostava outra vez do primeiro brinquedo, e o senhor da caixa ia buscá-lo outra vez. E enquanto isto, a senhora do carrinho já tinha pegado na outra criança ao colo, e agora essa criança tinha sede, e a senhora tinha-se esquecido do biberão no carro, e queria uma palhinha para dar água à criança, que estava sentada em cima do balcão, do outro lado da caixa, e chorava de fome e sede. E depois chegava o pai, com ainda outra criança, esta já mais crescida, que se entretinha a passar entre mim e a primeira senhora, e me dava cabeçadas nos sacos que já me pesavam nos braços... Enquanto isso, eu esperava...&lt;br /&gt;Reparem: eu acho óptimo que as pessoas tenham filhos/as, acho que as crianças são fantásticas, e acho o máximo que alguém se sinta capaz de educar um ser humano... Mas não percebo porque é que as pessoas se acham no direito de atirar os/as seus/suas filhos/as para o "colo" dos/as outros/as. Eu não tenho filhos/as porque não quero, mas tenho que esperar meia-hora numa fila de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fast-food&lt;/span&gt; (!) para que as pessoas com filhos/as possam satisfazer as suas necessidades de interacção social? Tenho que andar a saltar de passeio em passeio para que as pessoas com filhos/as e os seus 37 carrinhos de bebé possam aproveitar o dia de sol?&lt;br /&gt;Há pais/mães muito mal comportados/as neste mundo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-7506442358331922808?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/7506442358331922808/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=7506442358331922808&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/7506442358331922808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/7506442358331922808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/04/os-filhos-dos-outros.html' title='Os filhos dos outros'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-8621040244072238556</id><published>2008-02-29T21:53:00.001Z</published><updated>2008-02-29T21:56:51.763Z</updated><title type='text'>Novidade</title><content type='html'>Bom, haveria muitas formas de o dizer, mas escolhi aquela que me pareceu mais engraçada. Já falta pouco...! :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-8621040244072238556?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/8621040244072238556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=8621040244072238556&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/8621040244072238556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/8621040244072238556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/02/novidade.html' title='Novidade'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-5161811696800579853</id><published>2008-02-18T11:02:00.004Z</published><updated>2008-02-18T11:37:14.705Z</updated><title type='text'>"De momento não é possível atender o seu desespero, por favor tente mais tarde"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eram 10:01h, hora certa, confirmada pelas dez badaladas do sino da Igreja de N. Sra. do Carmo, e pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;site&lt;/span&gt; da DHL, com as horas exactas de todos os sítios do Mundo. Comecei a tentar ligar. No &lt;span style="font-style: italic;"&gt;site&lt;/span&gt; dizia        &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Telefone &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(10 às 17h&lt;/span&gt;, dias úteis): +351 21 392 43 10"&lt;/span&gt; e eu, crente, deixei passar mais um minuto, não vá a senhora telefonista ter-se atrasado porque a moeda para o café encravou na máquina, ou porque o elevador ia cheio, ou porque o computador demorou mais tempo do que o costume a arrancar. Pode acontecer, pensei eu, também não é uma questão de vida ou morte, só estou há duas semanas à espera de um papel que, me disseram, demoraria sete dias a chegar, pensei eu.&lt;br /&gt;Uma hora e mais de trinta tentativas depois, continuo à espera. Durante os primeiros dez minutos, uma senhora respondia, "De momento não é possível atender a sua chamada, por favor tente mais tarde. At the moment it is not possible to answer your call, please try again later". Depois, veio o sinal de impedido. Sempre, sempre impedido. E eu a pensar, "Mas como é que é possível, que raio de assunto é que esta gente tem a tratar, que ainda não desocuparam a m*rda do telefone?!". Mais dez minutos, e eu "Pá, isto não é normal, mas será possível que ainda não tenham acabado de tratar do assunto?!". Mais vinte minutos, "Ok, já percebi, nem sequer estão a atender o telefone, deve estar fora do descanso, não estão para se ralar".&lt;br /&gt;Acho que estou condenada a esperar horas, seja em que sítio for, para depois demorar cinco minutos a resolver o meu assunto. Começo a achar que há pessoas que retiram alguma espécie de estranho prazer de esperar em filas... Quando chegamos a um balcão com vários &lt;span style="font-style: italic;"&gt;guichets&lt;/span&gt; de atendimento, há sempre um que tem mais gente, e é normalmente para esse que as pessoas se dirigem. Porquê? Será alguma espécie de instinto básico de matilha? Ou será que pensam que deve haver alguma boa razão para toda a gente querer ser atendida no mesmo balcão?&lt;br /&gt;Quando há um sistema de senhas, então, é fatal como o destino, das duas uma: ou todos os outros balcões atendem à velocidade da luz, excepto aquele onde temos de ser atendidos/as, ou até pode estar tudo a correr "sobre rodas", mas o/a cliente exactamente antes de nós (ou dois números antes) tem dez milhões de assuntos para tratar, além de que vai aproveitar para se queixar das dores nas costas que o/a têm incomodado, mais a unha encravada do/a marido/mulher, mais o/a filho/a que vai chumbar, "E já agora, só mais uma informaçãozinha, não me sabe dizer qual é o sentido da vida, não?"...&lt;br /&gt;Eu até sou uma pessoa paciente, juro, mas começo a achar que esta coisa do atendimento nos serviço públicos não passa de uma estratégia governamental para nos deixar a todos/as à beira de um esgotamento nervoso...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-5161811696800579853?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/5161811696800579853/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=5161811696800579853&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/5161811696800579853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/5161811696800579853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/02/de-momento-no-possvel-atender-o-seu.html' title='&quot;De momento não é possível atender o seu desespero, por favor tente mais tarde&quot;'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-5811373959777810607</id><published>2008-01-24T20:04:00.000Z</published><updated>2008-01-29T19:05:09.034Z</updated><title type='text'>"Eu?! Ai, que horror, nem pensar!"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;" &gt;                   John Donne, poeta inglês do século XVI, é o autor de um poema intitulado "No man is an island" (frase amplamente citada), e que reza assim:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;pre&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;font-size:100%;" &gt;No man is an island entire of itself; every man&lt;br /&gt;is a piece of the continent, a part of the main;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;font-family:Georgia,serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;(...) any man's death diminishes me,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;because I am involved in mankind.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;And therefore never send to know for whom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;the bell tolls; it tolls for thee.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia,serif;font-size:100%;"&gt;O indivíduo é incompleto, porque é parte de um todo indivisível. Por isso, nunca ninguém está verdadeiramente só, nem na morte.  Pego hoje nesta ideia porque quero pensar sobre o Outro; sobre a(s) forma(s) como a relação com "aquele/a que não sou eu" me faz aquilo que eu sou.&lt;br /&gt;Ao correr da vida, vamos, através das nossas vivências, construindo a nossa identidade: os nossos gostos, os nossos valores, os nossos objectivos. Vamos estabelecendo um conjunto de "traços de carácter", mais ou menos (in)flexíveis que nos permitem delinear os limites de nós mesmos/as. Quando dizemos "eu sou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;assim&lt;/span&gt;", estamos, na verdade, a dizer "eu não sou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;assado&lt;/span&gt;", ou seja, "eu não sou aquela(s) pessoa(s), sou um indivíduo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;porque&lt;/span&gt; sou diferente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;porque&lt;/span&gt; sou um indivíduo".&lt;br /&gt;É um processo complexo de descrever, e ainda mais complexo de experienciar, mas, com mais ou menos atribulações, (quase) todos/as chegamos ao final da adolescência pensando saber quem somos. Quando o atingir dessa meta coincide com o encetar de um relacionamento mais significativo pode emergir um sentimento algo ambíguo em relação àquele Outro. Por um lado, há uma necessidade de comprometimento emocional, mas por outro lado há alguma reticência em simplesmente dizer: «Ok, tive muito trabalho a descobrir quem sou e não sei se já cheguei ao fim dessa tarefa, mas estou tão empenhado/a nesta relação que estou disposto/a a pôr isso de lado e descobrir um novo "eu"».&lt;br /&gt;E o Outro obriga-nos a isso, mesmo inconscientemente, da mesma forma que nós também obrigamos o Outro a desconstruir-se enquanto indivíduo. Há um impulso para a mudança, porque a estagnação é a morte.&lt;br /&gt;Quando somos crianças, temos a certeza absoluta de que não gostamos (e não compreendemos como é possível gostar) de certas coisas, nomeadamente certos alimentos ou certos pratos. Há medida que vamos crescendo, o nosso paladar vai-se modificando (e a nossa receptividade à novidade também) e descobrimos que apreciamos certos sabores que, antes, nos davam náuseas. Na relação com o Outro, acontece o mesmo. Temos a certeza absoluta daquilo que somos, gostamos, queremos e em que cremos, até que um dia damos por nós a fazer/dizer/desejar coisas que, antes, nos pareciam absolutamente inimagináveis. E, claro, não me estou apenas a referir a comportamentos patológicos; estou a falar de todos/as nós, nos nossos quotidianos "normais" de pessoas "normais".&lt;br /&gt;Penso que, na verdade, aquilo que de mais importante o Outro nos ensina é que somos muitas coisas, muitas pessoas diferentes dentro da mesma, e ensina-nos a ter flexibilidade e a saber quando devemos ser uma ou outra. Aquilo que somos não está escrito nas nossas testas, nem trazemos uma tabuleta ao pescoço a informar o que queremos, do que gostamos, em que acreditamos. É essa "multiplicidade" que nos permite, penso eu, manter alguma sanidade mental: quando a nossa vida profissional nos deixa à beira da loucura, por exemplo, sabemos que noutro contexto, noutro espaço-tempo, teremos liberdade para ser. Para sermos o que quisermos, quem quisermos, por quanto tempo quisermos. Por isso penso que somos mais livres quando nos entregamos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-5811373959777810607?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/5811373959777810607/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=5811373959777810607&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/5811373959777810607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/5811373959777810607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/01/eu-ai-que-horror-nem-pensar.html' title='&quot;Eu?! Ai, que horror, nem pensar!&quot;'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-4260705795559593680</id><published>2008-01-17T21:08:00.000Z</published><updated>2008-01-17T21:20:43.351Z</updated><title type='text'>Nouveau Vice</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carla Bruni - "Le Toi du Moi"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je suis ton pile&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es mes faces&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi mon nombril&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Et moi ta glace&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es l'envie et moi le geste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi le citron et moi le zeste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je suis le thé, tu es la tasse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi la guitare et moi la basse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je suis la pluie et tu es mes gouttes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es le oui et moi le doute&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es le bouquet je suis les fleurs&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es l'aorte et moi le coeur&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi t'es l'instant moi le bonheur&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es le verre je suis le vin&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi tu es l'herbe et moi le joint&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es le vent j'suis la rafale&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi la raquette et moi la balle&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es le jouet et moi l'enfant&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es le vieillard et moi le temps&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je suis l'iris tu es la pupille&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je suis l'épice toi la papille&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi l'eau qui vient et moi la bouche&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi l'aube et moi le ciel qui s'couche&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es le vicaire et moi l'ivresse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es le mensonge moi la paresse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es le guépard moi la vitesse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es la main moi la caresse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je suis l'enfer de ta pécheresse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es le ciel moi la terre, hum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je suis l'oreille de ta musique&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je suis le soleil de tes tropiques&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je suis le tabac de ta pipe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es le plaisir je suis la foudre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es la gamme et moi la note&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es la flamme moi l'allumette&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es la chaleur j'suis la paresse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es la torpeur et moi la sieste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es la fraîcheur et moi l'averse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es les fesses je suis la chaise&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es bémol et moi j'suis dièse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es le Laurel de mon Hardy&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es le plaisir de mon soupir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es la moustache de mon Trotski&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es tous les éclats de mon rire&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es le chant de ma sirène&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es le sang et moi la veine&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es le jamais de mon toujours&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es mon amour t'es mon amour&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je suis ton pile&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi mon face&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi mon nombril&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Et moi ta glace&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es l'envie et moi le geste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es le citron et moi le zeste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je suis le thé, tu es la tasse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi la putain et moi la passe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es la tombe et moi l'épitaphe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Et toi le texte, moi le paragraphe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es le lapsus et moi la gaffe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi l'élégance et moi la grâce&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es l'effet et moi la cause&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi le divan moi la névrose&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi l'épine moi la rose&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es la tristesse moi le poète&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es la belle et moi la bête&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es le corps et moi la tête&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es le corps. hummm !&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es le sérieux moi l'insouciance&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi le flic moi la balance&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi le gibier moi la potence&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi l'ennui et moi la transe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi le très peu moi le beaucoup&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Moi le sage et toi le fou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es l'éclair et moi la poudre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi la paille et moi la poutre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es le surmoi de mon ça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;C'est toi Charybde et moi Scylla&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es la mère et moi le doute&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es le néant et moi le tout&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu es le chant de ma sirène&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi tu es le sang et moi la veine&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T'es le jamais de mon toujours&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 0px ! important;" title="Clique aqui para bloquear este objecto com o Adblock Plus" class="abp-objtab-05664060108567677 visible ontop" href="http://stat.radioblogclub.com/radio.blog/skins/mini/player.swf"&gt;&lt;/a&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://stat.radioblogclub.com/radio.blog/skins/mini/player.swf" allowscriptaccess="always" bgcolor="#ECECEC" id="radioblog_player_0" 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rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/4260705795559593680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/01/nouveau-vice.html' title='Nouveau Vice'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-6135820213515728737</id><published>2008-01-14T19:24:00.000Z</published><updated>2008-01-14T20:01:08.589Z</updated><title type='text'>A minha vida num postal ilustrado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A primeira vez que visitei o Porto, devia ter uns 11 anos. Detestei. Naquela altura, os meus pais tinham o hábito de fazer viagens do estilo "vá para fora cá dentro", e confesso que devo conhecer mais de Portugal do que alguma vez imaginei ser possível (ou desejei). Só para dar uma ideia, houve um fim-de-semana em que a viagem teve como destino Freixo de Espada à Cinta, simplesmente porque o meu pai achou piada ao nome da terra (com todo o respeito pelos/as Freixo-de-espada-à-cintenses, a piada fica-se mesmo pelo nome...). Naquela altura, por todas as razões e mais algumas, a última coisa que queria na vida era passar um fim-de-semana enfiada no carro, com os meus pais e a minha irmã, rumo ao Sítio onde o Diabo Perdeu as Botas, onde, normalmente, só se chegava por meio de alguma estrada serrana serpenteante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não sei bem por quê, se seria do dia cinzento, de haver pouca gente na rua, ou de termos ido parar a um sítio onde um esgoto enorme abria directamente para o areal da praia, mas fiquei com péssima impressão do Porto, e passou a ser um dos meus ódios de estimação. Convenhamos que eu, como jovem ribatejana da década de 90 que se prezasse, vivia (ou sonhava viver) a utopia alfacinha. Lisboa era aquela cidade onde íamos fazer coisas importantes, "ir a Lisboa" era sempre um acontecimento e poder dizer de uma peça de roupa "comprei em Lisboa" era como dizer "comprei em Milão". Era para lá que previa ir estudar, assim que pudesse pôr Santarém "para trás das costas", como se costuma dizer. E assim foi, 18 anos acabados de fazer, lá fui eu habitar um apartamento na Avenida do Brasil (para quem não sabe, é a rua do LNEC e, mais importante, do Hospital Júlio de Matos).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quis o destino que a minha utopia alfacinha durasse pouco, e durante esse ano "abroad" fui amadurecendo a ideia de me mudar para o Porto, embora muito a contra-gosto. A razão para me mudar era boa (a melhor..!), mas a reticência em ir viver para uma cidade que me tinha desgostado tanto era muita...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em Março, passam quatro anos e meio desde que a Invicta se tornou a minha cidade. Encho a boca para dizer que vivo no Porto. Sou capaz de maldizer o Inverno nesta terra, esta chuva crónica, este cinzento perpétuo, esta humidade que se agarra às paredes, ao cabelo, à roupa. Mas adoro o Porto. O Verão aqui é fantástico; quando saio do comboio em Santarém, em Junho, já não consigo respirar... Nunca vou deixar de ser scalabitana, e Santarém há-de sempre ser a minha terra, mas o Porto foi a cidade que eu escolhi para "construir" a minha vida, e quanto mais tempo passa, mais certa estou da minha decisão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para aqueles e aquelas que, morando no Porto, não o vivem; para aqueles e aquelas que, não morando no Porto, têm dele a imagem dos postais ilustrados; ou, finalmente, para aqueles e aquelas que, não conhecendo o Porto por dentro, têm dele apenas a imagem do granito enegrecido pela chuva, aqui fica a cidade onde vivo, em fatias de luz e côr, num fim de tarde de Inverno...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/R4u97YnBPyI/AAAAAAAAADs/ym-NwjS7i6A/s1600-h/14-01-2008+010.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/R4u97YnBPyI/AAAAAAAAADs/ym-NwjS7i6A/s320/14-01-2008+010.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155423026371706658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/R4u-OonBPzI/AAAAAAAAAD0/d4sGG9qdsj4/s1600-h/14-01-2008+013.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/R4u-OonBPzI/AAAAAAAAAD0/d4sGG9qdsj4/s320/14-01-2008+013.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155423357084188466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/R4u-gInBP0I/AAAAAAAAAD8/obOj4qa2Obc/s1600-h/14-01-2008+015.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/R4u-gInBP0I/AAAAAAAAAD8/obOj4qa2Obc/s320/14-01-2008+015.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155423657731899202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/R4u-0YnBP1I/AAAAAAAAAEE/bue4uHznBqE/s1600-h/14-01-2008+026.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/R4u-0YnBP1I/AAAAAAAAAEE/bue4uHznBqE/s320/14-01-2008+026.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155424005624250194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-6135820213515728737?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/6135820213515728737/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=6135820213515728737&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/6135820213515728737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/6135820213515728737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/01/minha-vida-num-postal-ilustrado.html' title='A minha vida num postal ilustrado'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/R4u97YnBPyI/AAAAAAAAADs/ym-NwjS7i6A/s72-c/14-01-2008+010.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-8879280121096250441</id><published>2008-01-03T16:29:00.000Z</published><updated>2008-01-03T17:34:27.323Z</updated><title type='text'>A minha primeira resolução de Ano Novo é...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...não fazer resoluções. Não percebo todo o "burburinho" à volta deste assunto; aparentemente até é um tema susceptível de inspirar peças jornalísticas. De há uns anos para cá, parece que passou a ser moda entrevistar gente na rua, em vésperas de passagem de ano, de forma a auscultar quais os seus projectos e promessas a cumprir durante o ano que se avizinha.&lt;br /&gt;Este ano ouvi coisas especialmente interessantes (além das habituais "fazer dieta" ou "inscrever-me no ginásio"), como uma senhora que dizia que uma das suas resoluções de Ano Novo era encontrar um namorado. Eu acho bem, nada contra. É tão válida como resolver ganhar o Euromilhões ou instaurar a paz no Médio Oriente. Sou completamente apologista da auto-determinação e do poder da vontade individual, mas sejamos realistas: há coisas que não vale a pena resolvermo-nos a fazer, porque estão fora da nossa área de influência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Acho que fazer listas de tarefas a cumprir é meio caminho andado para transgredir essas obrigações. Uma coisa é ter uma agenda e apontar algumas datas incontornáveis (consultas ou exames médicos, datas de exames ou entregas de trabalhos, datas de eventos onde vamos participar...). Outra coisa completamente diferente é definir aquilo que temos de fazer durante um ano inteiro, sem consideração pelos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;timings&lt;/span&gt; certos de cada projecto, cada situação, cada pessoa que vai cruzar o nosso caminho ao longo daqueles 365 ou 366 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é certinho que vamos chegar ao fim desse ano e sentirmo-nos um fracasso, porque os projectos, as situações e as pessoas não esperaram por nós, nem pela nossa lista, e provavelmente deixámos passar excelentes oportunidades, por estarmos apenas preocupados/as com aqueles objectivos que definimos no início de um ano sobre o qual ainda não sabíamos nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que ser flexível, em relação a nós mesmos/as, aos/às outros/as e à vida. Hoje estamos aqui; e amanhã? Alguém sabe? Alguém tem absoluta certeza de onde/a fazer o quê/com quem vai estar amanhã? E depois? E depois? E se a vida resolver passar-nos a perna?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-8879280121096250441?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/8879280121096250441/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=8879280121096250441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/8879280121096250441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/8879280121096250441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2008/01/minha-primeira-resoluo-de-ano-novo.html' title='A minha primeira resolução de Ano Novo é...'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-5804447939925738114</id><published>2007-12-01T21:50:00.000Z</published><updated>2007-12-01T22:01:31.208Z</updated><title type='text'>Tributo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tiro o meu chapéu a quem, depois de trabalhar sete ou oito horas por dia, consegue que os/as filhos/as ainda lhe chamem pai ou mãe. Sinceramente. Não sei como se consegue gerir o dia-a-dia quando se tem filhos.&lt;br /&gt;A minha vida doméstica tornou-se um caos desde que comecei a trabalhar. Tenho uma pilha de roupa para passar até ao tecto. De manhã, quando me levanto, estou sempre a morrer de sono. Às onze da noite já estou a cair para o lado. Simplesmente, não tenho tempo para nada! E quando chega o fim-de-semana, quero é descansar e dar umas voltas, não quero ficar em casa a pôr a arrumação em dia!...&lt;br /&gt;Não sei como é que as outras pessoas conseguem. Juro. Será que isto vai melhorar?...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-5804447939925738114?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/5804447939925738114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=5804447939925738114&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/5804447939925738114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/5804447939925738114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/12/tributo.html' title='Tributo'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-2992739059195384865</id><published>2007-11-07T19:42:00.000Z</published><updated>2007-11-07T20:01:22.224Z</updated><title type='text'>Esta gente faz-me sentir velha...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, ao fim de cerca de um ano de interregno, precisei de almoçar na Faculdade. Meio da semana, meio do semestre... Às vezes parece-me que anda toda a gente mais ou menos pelo meu calendário, mas, na realidade, a vida já entrou nos eixos da rotina, para muitas pessoas.&lt;br /&gt;Constatei que a Geração "Morangos com Açúcar" está a começar a chegar à Faculdade. São todos/as "super": vestem bem, o cabelo impecável (apesar do look prevalecente ser o "out of bed", aquilo é tudo muito bem estudado...), elas bem maquilhadas, eles de barba feita (ou desfeita, como se diz cá por cima... :P). Absolutamente frescos/as e fofos/as, parecem nunca deixar de ter 16 anos, apesar de já serem universitários/as.&lt;br /&gt;Senti-me uma velha. Além da gripalhada que me tem acompanhado desde o início da semana, e das olheiras decorrentes das muitas horas que tenho passado em frente ao computador, senti o peso que a vida já depositou sobre mim. As responsabilidades, as contrariedades, as experiências. São ainda poucas, eu sei, mas naquele momento senti-me como se fosse mãe deles/as.&lt;br /&gt;Não tenho saudades, porque tenho tido uma vida cheia. Aproveitei muito bem a minha adolescência, e continuo a aproveitar a vida, com outros excessos, mas mais ponderados e moderados. Mas sinto o tempo a passar, a vida a mudar. E não há nada que possamos fazer quanto a isso. O mundo não pára.  Já não sou aquela pessoa, já não sou um/a deles/as. Sou outra(s) coisa(s), tenho outra(s) vida(s).&lt;br /&gt;Sinto-me numa espécie de "limbo". Mas também não sei se alguma vez realmente descobrimos quem (ou o que) somos ou não somos, porque, na realidade, somos e vamos sendo muitas coisas, conforme as exigências e as oportunidades que a vida nos vai apresentando. Já não é bem uma crise identitária, é mais uma identidade crísica, aquilo que vivemos. Eu, pelo menos, sinto-me assim... E velha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-2992739059195384865?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/2992739059195384865/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=2992739059195384865&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/2992739059195384865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/2992739059195384865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/11/esta-gente-faz-me-sentir-velha.html' title='Esta gente faz-me sentir velha...'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-1186372420287708414</id><published>2007-11-02T21:55:00.000Z</published><updated>2007-11-03T12:36:31.210Z</updated><title type='text'>Morna</title><content type='html'>Tépida. Serena. Amolecedora. Tíbia. Dolente. Vagarosa. Paliativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suficiente. Comedida. Moderada. Meã. Regular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Langorosa. Cálida. Frouxa. Monótona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como vai a vida cá por dentro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RyxrEpd2T_I/AAAAAAAAADk/RWXK-XD81l4/s1600-h/sleepywoman.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RyxrEpd2T_I/AAAAAAAAADk/RWXK-XD81l4/s320/sleepywoman.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128591803262849010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-1186372420287708414?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/1186372420287708414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=1186372420287708414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/1186372420287708414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/1186372420287708414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/11/morna.html' title='Morna'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RyxrEpd2T_I/AAAAAAAAADk/RWXK-XD81l4/s72-c/sleepywoman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-3071448826392575708</id><published>2007-10-18T17:23:00.000+01:00</published><updated>2007-10-18T17:29:02.551+01:00</updated><title type='text'>Pintei um quadro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Finalmente, ao fim de tantos anos de tentativas, e ideias e espera. Quanto mais nos queremos afastar de uma inclinação inicial, mais ela nos persegue, e por vezes acaba mesmo por prevalecer...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É óptima a sensação de produzir algo, de lhe poder tocar. Fazer com as mãos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RxeIztXWCeI/AAAAAAAAADc/JQ5zFRpN_kQ/s1600-h/16-10-2007+009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122713523089443298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RxeIztXWCeI/AAAAAAAAADc/JQ5zFRpN_kQ/s320/16-10-2007+009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-3071448826392575708?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/3071448826392575708/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=3071448826392575708&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/3071448826392575708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/3071448826392575708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/10/pintei-um-quadro.html' title='Pintei um quadro'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RxeIztXWCeI/AAAAAAAAADc/JQ5zFRpN_kQ/s72-c/16-10-2007+009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-4540703022202645214</id><published>2007-10-12T13:40:00.000+01:00</published><updated>2007-10-12T13:56:49.691+01:00</updated><title type='text'>Inner Life</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tenho um lado obsessivo-compulsivo: não gosto de ver cabelos pendurados na roupa das pessoas, mesmo daquelas que não conheço, e tenho que me refrear para não os tirar. Não gosto de ver vincos ou dobras desnecessárias em lençóis, colchas, toalhas, roupa. Arrumo os livros nas prateleiras por ordem alfabética de autoria e por ordem de aquisição, no caso de pertencerem a um/a mesmo/a autor/a; nos "recreativos", escrevo, na primeira página, o mês, o ano e o local da compra; nos académicos/científicos, assino e escrevo o ano da compra. Ofereço muita resistência a mudar o meu percurso geográfico quotidiano: só ao fim de muita persuasão, consigo realmente "encaixar" que, se fôr por outro lado, é mais rápido ou encontro menos obstáculos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Irrita-me que as pessoas digam "obrigados" ou "gostava de chamar a atenção &lt;em&gt;que&lt;/em&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não gosto que me toquem involuntariamente, na rua. Nem que venham  a "marcar passo" atrás de mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Gosto de ficar em silêncio. Não gosto de usar a televisão como "luz de presença". Gosto de ter tudo desligado e ficar a ouvir somente a minha voz interior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não gosto de pés. Não me importo de olhar para eles, mas não gosto de lhes tocar; nem nos meus. A menos que seja estritamente necessário. Não gosto das unhas dos pés; acho-as feias e absurdas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Gosto de cabelo. Adoro que me mexam no cabelo, adoro cabelos em que apetece mexer. Não percebo como é que há gente que sai à rua como se tivesse lavado a cabeça com óleo Fula.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Adoro o cheiro dos lençóis lavados e de enterrar o nariz na fronha acabada de tirar da gaveta. Gosto de roupa de cama branca, toda branca. Adoro a sensação de me deitar numa cama fresca, mesmo quando está frio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não consigo ultrapassar o facto de passar por uma cara conhecida, e não me conseguir lembrar quem é. Sou capaz de ficar a matutar nisso dias inteiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sou incapaz de ler uma matrícula e não pensar logo numa palavra passível de nascer daquelas duas letras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Gosto de ombros. Dão vontade de morder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não gosto de aranhas e insectos na generalidade, excepto joaninhas, mesmo que digam que são escaravelhos às pintas. Gosto de gatos e cães. Entro em pânico se vejo um cão "potencialmente perigoso" sem trela, na rua; começo a hiperventilar e fico estática.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não gosto de crianças a fazer birra. Não gosto de gente a falar alto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gosto do cheiro a sabonete. Daquele básico, que cheira só mesmo a lavado. É preferível ao encharcamento em perfume, que me deixa à beira da náusea.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-4540703022202645214?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/4540703022202645214/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=4540703022202645214&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/4540703022202645214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/4540703022202645214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/10/inner-life.html' title='Inner Life'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-6832322179500137553</id><published>2007-10-06T20:30:00.000+01:00</published><updated>2007-10-06T20:57:11.670+01:00</updated><title type='text'>Sentença: Movimento Perpétuo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em alguns momentos, o meu maior desejo era que a minha cabeça tivesse um botão de desligar. Aliás, já nem peço tanto: um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;stand-by&lt;/span&gt; já servia. Às vezes, fico tão cansada que me sinto como se o meu cérebro fosse entrar em ebulição, ou se a cabeça fosse estourar de vez, e saltar dos ombros, projectada para o Espaço...&lt;br /&gt;Por vezes, gostava de poder pintar a cabeça de branco; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;por dentro&lt;/span&gt;. Como uma sala de um manicómio, daqueles que vemos nos filmes, com as paredes almofadadas, e nada lá dentro. Só branco e silêncio. Vazio. Sossego.&lt;br /&gt;Mas os pensamentos, na minha cabeça, são como comboios. Intermináveis e barulhentos. Começam com uma coisa mínima, "Olha, que giro, uma sombra na parede", e de repente viajei dez anos para trás, no tempo, numa série contínua de carruagens-ideias. Uma lagarta infinita de memórias, e experiências, e ideias, e perguntas. Normalmente, dois minutos em silêncio são sucedidos por uma pergunta estapafúrdia. Porque, naqueles dois minutos, percorri todos os recantos da minha memória de curto e longo prazo e cheguei a um nó que me trouxe de volta à realidade: uma pergunta. Como é que os aviões se mantêm no ar depois de descolar? Porque é ficamos tontos/as depois de um sopro prolongado? O que é que acontece às coisas dentro do microondas?&lt;br /&gt;Às vezes, simplesmente, não consigo parar de pensar. Estou cansada, dói-me a cabeça, tenho sono, quero concentrar-me em alguma coisa ou simplesmente não pensar em nada, e não consigo. Porque há uma música, uma música qualquer (e quanto mais rebuscada melhor), pode até nem ser uma música, mas simplesmente uma frase que alguém disse com uma certa "musicalidade", e fica a martelar horas infindas na minha cabeça. Sem parar. E quanto mais eu penso que preciso de tirar esta ideia da minha cabeça, mais alto ela toca, e com mais nuances, às vezes mais agudo, outras vezes mais grave, mais rápido ou mais lento. E eu a querer fugir, e a música sempre a perseguir-me, e atrás dela mais ideias, mais lembranças, "preciso de fazer isto", "gostava de fazer aquilo", "esqueci-me de fazer não-sei-quê".&lt;br /&gt;Que horror... Preciso que alguém me salve de mim própria...! Acho que vou acabar louca...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-6832322179500137553?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/6832322179500137553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=6832322179500137553&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/6832322179500137553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/6832322179500137553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/10/sentena-movimento-perptuo.html' title='Sentença: Movimento Perpétuo'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-7088357234396507690</id><published>2007-10-03T15:11:00.000+01:00</published><updated>2007-10-03T15:22:06.066+01:00</updated><title type='text'>"Five Years" (Bowie, 1972)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cinco anos. Uma mão cheia de anos. Uma mão cheia de risos, projectos, sonhos, lágrimas, silêncios. Uma mão cheia de vida(s). Uma vida cheia de mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Completam-se cinco anos, completa-se uma fase, ninguém mo disse, mas assim parece ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cinco anos. Quando encetei este capítulo da minha vida, faltava menos de um mês para fazer 18 anos; passam amanhã dois meses desde que fiz 23.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É quase ridículo dizer que tanta coisa se passou desde há cinco anos para cá, porque na realidade me sinto como se, neste estretanto, tivesse percorrido o Mundo inteiro mil vezes, perdendo-me e achando-me em cada momento. É como se tivesse morrido e voltado a nascer a cada dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conheci pela primeira vez a dor da verdadeira saudade. Aquela saudade que nunca morre, que nos humedece sempre os olhos, sempre, que nos traz um nó à garganta. Aquela saudade que nunca mais poderemos saciar. Perdi o meu avô. A presença dele deixou de preencher fisicamente os meus dias, embora esta dor de não o ter nunca morra. Por vezes adormece, por vezes é quase como se não estivesse lá, mas por vezes é tão forte que nem consigo respirar. Penso muito nele, muitas vezes, em muitas situações. Não só quando penso no meu futuro e imagino todos aqueles acontecimentos na minha vida que ele já não pôde nem vai poder testemunhar: se um dia me casar, ele não vai estar lá. No dia em que apresentei a minha primeira comunicação, na Faculdade, ele não esteve lá sentado na plateia ao lado da minha avó. Se um dia tiver um filho, não vou poder pôr-lhe no colo o bisneto que terá o seu nome. Não pude mostrar-lhe as fotografias do dia em que comemorei o final do meu curso. Ele nunca visitou a minha casa. Também sinto a falta dele no dia-a-dia, nos fins de semana em que vou a casa dos meus pais, quando percorro os álbuns de fotografias, quando sinto na rua o cheiro do after-shave dele... Enfim, sempre. É uma dor que nunca acaba, simplesmente aprendemos a viver com ela, uns dias melhor, outros dias com muita dificuldade. Doem os beijos e os abraços que não lhe dei, as histórias que não o ouvi contar, a falta do assobio dele, a voz dele a dizer aquelas coisas de todos os dias, e dói o medo de me esquecer dessas coisas, como sei que um dia hão-de esquecer todas essas memórias de mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perdi também a minha avó paterna e a minha tia, irmã mais nova do meu pai, a primeira devido a problemas de saúde associados à idade, e a segunda num acidente de viação. E senti bem fundo a angústia do fim, de um dia poder ser a última "testemunha" de tantas vidas que tanta gente ainda por nascer já não irá conhecer, de eu própria ser um dia pouco mais que uma vaga memória ou uma fotografia amarelecida no fundo de uma gaveta. Daqui a cem anos, este sítio onde estou sentada neste momento, a escrever estas palavras, poderá não ser senão ruínas ou pó. E ninguém saberá, nessa altura, que esteve aqui alguém a pôr memórias em palavras e a pensar no seu próprio fim. O que fica de nós, depois de morrermos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por outro lado, e porque nem só de perdas foi esta fase feita, este período tem o seu início precisamente no momento em que iniciei a relação pessoa com quem hoje partilho a vida. Passaram cinco anos no dia 22 de Julho. E têm sido anos de uma aprendizagem permanente e de uma partilha incessante. Sou hoje uma pessoa muito diferente daquela que era há cinco anos atrás, e se essa mudança me tem sido favorável, isso deve-se à amizade, ao companheirismo e ao amor que me têm sido dedicados. Ao fim deste tempo todo, e de todos os obstáculos que tivemos que ir ultrapassando, continua a ser a pessoa que melhor me conhece, mais me compreende e mais me critica, mas sempre de forma construtiva. É um companheiro a todos os níveis (excepto como par de dança, mas tem de haver sempre algum &lt;em&gt;handicap&lt;/em&gt;...) e é das pessoas mais interessantes que alguma vez conheci: o assunto de conversa nunca se esgota, e não é raro fazer-me rir até às lágrimas. Completaram-se no dia 20 de Setembro quatro anos de partilha quotidiana. Construímos uma casa; não com tijolos e cimento, antes com hábitos, velhos e novos, gostos (in)comuns, muitas conversas, muitos silêncios, muitas gargalhadas. A Luna!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ninguém nos explica como vai ser partilhar a vida e a casa com alguém, principalmente quando um laço afectivo nos une a esse alguém. Desejam-nos felicidades e boa sorte, mas não nos dizem como vai ser difícil. Para mim, que tinha saído de uma casa onde, basicamente, não fazia a ponta de um corno, ver-me de repente a braços com uma casa que era minha, sob a minha exclusiva responsabilidade, foi, em alguns momentos, um choque. Também ninguém nos explica como, por vezes, e apesar de poder ser difícil viver connosco mesmos/as, viver com outra pessoa é bastante mais complicado. E quando estamos a aprender a fazer as duas coisas, ao mesmo tempo, mais difícil ainda... Nunca deixa de ser um desafio, parece-me. Se deixar, é porque morreu. Mas acaba por dar mais gozo do que dores de cabeça. E, se assim for, é porque vale a pena. No meu caso, valeu, tem valido, continua a valer. É uma descoberta constante, de mim própria e da outra pessoa, de todos aqueles Outros que somos interiormente. Como diz o Luís Fernando Veríssimo na crónica "Do Lado de Lá" desta semana, na revista "Actual" do jornal "Expresso": &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;«Dois nunca são só dois, são dezassete de cada lado. E quando você pensa que conhece todos, aparece o décimo oitavo. (...) Tenho outros por dentro que nem eu entendo, minha teoria é que a gente nasce com várias possibilidades e quando uma predomina as outras ficam lá dentro, como alternativas descartadas (...). Viver juntos é ir descobrindo o que cada um tem por dentro, os dezassete outros de cada um, e aprendendo a viver com eles. A gente se adapta. Um dos meus dezassete pode não combinar com um dos dezassete dela, então a gente cuida para eles nunca se encontrarem»&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amar dá trabalho! Viver dá trabalho. Mas, ao fim de cinco anos, continua a valer (muito) a pena.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-7088357234396507690?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/7088357234396507690/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=7088357234396507690&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/7088357234396507690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/7088357234396507690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/10/five-years-bowie-1972.html' title='&quot;Five Years&quot; (Bowie, 1972)'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-2532665622675828146</id><published>2007-09-20T16:25:00.000+01:00</published><updated>2007-09-20T16:26:54.858+01:00</updated><title type='text'>Destino: Espanha (O vídeo)</title><content type='html'>Eis o último capítulo do romance "Destino: Espanha", o vídeo que eu e o Paulo fizemos do nosso fim-de-semana no estrangeiro :P&lt;br /&gt;Espero que gostem; e tem banda sonora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-4942685178273552066&amp;amp;hl=en"&gt;http://video.google.com/videoplay?docid=-4942685178273552066&amp;amp;hl=en&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-2532665622675828146?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/2532665622675828146/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=2532665622675828146&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/2532665622675828146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/2532665622675828146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/09/destino-espanha-o-vdeo.html' title='Destino: Espanha (O vídeo)'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-2054370987396412066</id><published>2007-08-19T15:50:00.000+01:00</published><updated>2007-08-19T18:07:01.716+01:00</updated><title type='text'>Destino: Espanha (a viagem de regresso)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saímos de Santander às 10:30h do dia 12 de Agosto. O destino era Braga, com desvio até ao País Basco, para visitar Vitoria-Gasteiz, Cidade Educadora que uma série de coincidências pareciam querer colocar no nosso caminho, a começar pela (relativa) proximidade em relação a Santander. No entanto, o tempo parecia não querer ajudar, e temendo que o destino se apresentasse chuvoso (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;note to self&lt;/span&gt;: levar chapéu de chuva na próxima viagem, independentemente do destino e da altura do ano), decidimos que a visita teria de ficar para outra ocasião. Há que salientar, também, que, segundo as indicações do Via Michelin, este pequeno desvio representaria mais 168 km e quase mais três horas de viagem (estranha proporção...), o que, convenhamos, foi também bastante persuasivo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De maneira que decidimos atalhar caminho e seguir para sul, em direcção a Palencia (província de Castilla y León), e, a partir daí, seguir practicamente em linha recta até à fronteira, em Vila Verde da Raia, perto de Chaves.&lt;br /&gt;A saída da Cantabria pelo sul é, de facto, lindíssima, uma vez que nos permite atravessar a Cordillera Cantábrica, pertencente ao Parque Nacional dos Picos da Europa. A natureza circundante praticamente intocada, muita vida selvagem bem à vista (nomeadamente aves de rapina), muita gente de bicicleta, uma viagem muito agradável. Seguimos pela N-611, com entradas e saídas da A-67, ainda em acabamentos.&lt;br /&gt;Depois, mais ou menos a partir de Aguilar de Campoo, uma mudança de paisagem dramática: entráramos na Meseta Ibérica. Quilómetros e quilómetros de planície contínua, a estrada a rebrilhar sob o sol do meio-dia, campos de girassóis a perder de vista. E laranja, muito laranja, nos campos, nas paredes das casas dos pequenos vilarejos (fantasmas) aqui e ali; "é Verão", parecia querer dizer. Chegámos a Palencia cerca das 14:00h; uma cidade perfeitamente normal, pouca gente na rua, poucos restaurantes abertos, e por isso a opção para o almoço foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pizza&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RshuE1fA3YI/AAAAAAAAACs/7Wa320RvUv0/s1600-h/Espanha+07+103.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RshuE1fA3YI/AAAAAAAAACs/7Wa320RvUv0/s320/Espanha+07+103.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100447607352778114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cerca de uma hora depois, estávamos de regresso à estrada (desta feita, a N-610), e à Meseta. Perto de Villanueva  del Campo, pela primeira vez em muitos, muitos quilómetros, avistámos finalmente uma matrícula portuguesa, e foi um acontecimento tal que o sujeito, depois de nos ultrapassar, nos acenou pelo retrovisor...! Uma vez que tínhamos ganho algum tempo de viagem por termos preterido a visita a Vitoria-Gasteiz, decidimos fazer um pequeno desvio até ao Lago de Sanabria, que fica situado no meio de montanhas e a cerca de 1000 metros de altitude, estendendo-se ao longo de 3,2 km de comprimento por 1,5 km de largura. O Lago e a sua envolvente, graças à acção da sua população (a quem é dedicada uma placa em bronze junto à estrada que circunda o Lago), foram declarados Parque Natural em 1978, numa zona onde convergem as fronteiras da Galiza, de Portugal e da província de Castilla y León. Como o tempo já não era muito, optámos por não prolongar muito a paragem, embora o guia que levássemos aconselhasse uma visita à Puebla de Sanabria, que, pelas imagens inclusas, de facto se justicava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RshvnlfA3ZI/AAAAAAAAAC0/a47mNeFo3k0/s1600-h/Espanha+07+114.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RshvnlfA3ZI/AAAAAAAAAC0/a47mNeFo3k0/s320/Espanha+07+114.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100449303864860050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Deixando para trás o Lago, a viagem até à fronteira, que cruzámos em Vila Verde da Raia (onde encontrámos um posto fronteiriço, embora já encerrado), decorreu sem precalços. O Via Michelin indicáva-nos a viagem até Braga através da auto-estrada, mas decidimos que, se tinhamos sobrevivido à Meseta, também sobreviveríamos à Nacional até Braga. Escusado será dizer que não há comparação possível e foi, em certos momentos, uma dura prova, aguentar tanta curva e contra-curva depois de uma viagem tão longa, mas lá se fez.&lt;br /&gt;Uma óptima viagem, que decorreu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comme il faut&lt;/span&gt;, e da qual só trazemos boas recordações, e muitas fotografias. Para o ano, Santander emerge como destino obrigatório, embora desta feita desejemos fazer a viagem até lá pelo sul, visitando Barcelona e, finalmente, Vitoria-Gasteiz.&lt;br /&gt;Amanhã partimos para o Algarve, mais precisamente para Monte Gordo, para uma semana em família, da qual espero trazer mais algumas fotos, relatos e uma corzinha mais interessante :)&lt;br /&gt;Beijos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/Rsh4eVfA3dI/AAAAAAAAADU/t0aG-swLAG8/s1600-h/Espanha+07+117.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/Rsh4eVfA3dI/AAAAAAAAADU/t0aG-swLAG8/s320/Espanha+07+117.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100459040555720146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/Rsh091fA3cI/AAAAAAAAADM/CI8xfnhqdNw/s1600-h/Espanha+07+131.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/Rsh091fA3cI/AAAAAAAAADM/CI8xfnhqdNw/s320/Espanha+07+131.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100455183675088322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(O conta-quilómetros, à chegada a Braga, marcando 437 km, aos quais se somam outros mil, percorridos durante este fim-de-semana em Espanha.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-2054370987396412066?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/2054370987396412066/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=2054370987396412066&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/2054370987396412066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/2054370987396412066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/08/destino-espanha-viagem-de-regresso.html' title='Destino: Espanha (a viagem de regresso)'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RshuE1fA3YI/AAAAAAAAACs/7Wa320RvUv0/s72-c/Espanha+07+103.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-7240156345428839717</id><published>2007-08-17T19:28:00.000+01:00</published><updated>2007-08-18T00:12:52.218+01:00</updated><title type='text'>Destino: Espanha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saímos de Braga às 07:00h do dia 10 de Agosto, com destino marcado: Santander. Uma vez que este ano as férias foram forçosamente mais curtas, atendendo ao facto de nos termos envolvido num trabalho que se prolongou até ao início do mês de Agosto (para lá do dia dos meus anos, que, normalmente - ou seja, em 23 anos de vida - me encontra já em pleno período de descanso), decidimos embarcar numa aventura, que resultou de uma série de coincidências agradáveis. O Paulo dizia que gostava muito de fazer uma viagem grande comigo; eu gostava muito de regressar a Santiago de Compostela (onde tinha estado pela última vez há cerca de 8 anos), onde ele nunca tinha estado; durante este último ano lectivo, tivemos a sorte de conhecer um amigo alemão e uma amiga espanhola que o destino quis juntar, e que as circunstâncias colocaram em Santander (terra natal dela) durante o mês de Agosto. Bem vistas as coisas, decidimos que era altura de nos fazermos à estrada, para desenferrujar o Peugeot 504 de 30 anos que tinha passado o último ano e meio a fazer um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lifting&lt;/span&gt; profundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsX8gVfA3NI/AAAAAAAAABU/Qv8PtW-jzu8/s1600-h/Perfil_Frente.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsX8gVfA3NI/AAAAAAAAABU/Qv8PtW-jzu8/s320/Perfil_Frente.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099759785520192722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Seguimos em direcção a Espanha, cruzando a fronteira em Valença. Optámos por tornar a viagem o mais económica possível, uma vez que sabíamos de antemão que teríamos de suportar custos de alimentação e combustível ao longo de toda a viagem, e alojamento em Santander. Apesar de termos feito a maior parte do percurso até ao destino por auto-estrada, tivemos a sorte de utilizar sempre auto-estradas sem portagem, sendo de salientar o excelente estado de conservação das vias (mesmo no caso das estradas nacionais) e da envolvente das estradas, minimamente beliscadas pela franca afluência de trânsito em algumas zonas.&lt;br /&gt;Depois de algumas complicações menores com saídas e entradas de algumas cidades, mas sem precalços de maior, chegámos a Santiago de Compostela cerca das 12:00h (hora espanhola). Tal como me lembrava, há oito anos atrás. Muita gente, muita vida, muita(s) História(s). Uma cidade onde o tempo parou num momento mágico, e que nos convida a parar e apreciar, simplesmente. Almoçámos por lá; embora eu fosse com a ideia dos calamares e o Paulo das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tortillas&lt;/span&gt;, acabámos a comer bife com batatas fritas e a pagar 1,20 euros por café. Enfim, é Santiago, valha-nos isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsYgK1fA3PI/AAAAAAAAABk/vk3bo4wmqck/s1600-h/Espanha+07+025.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsYgK1fA3PI/AAAAAAAAABk/vk3bo4wmqck/s320/Espanha+07+025.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099798998571605234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsX-dFfA3OI/AAAAAAAAABc/fF3NwtsbzV8/s1600-h/Espanha+07+031.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsX-dFfA3OI/AAAAAAAAABc/fF3NwtsbzV8/s320/Espanha+07+031.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099761928708873442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois das 15:00h, a N-550 foi a nossa melhor amiga, até chegar à costa norte e sentir o vento potente do Mar Cantábrico. É Atlântico Norte, não há dúvida. Estávamos em Ribadeo e parámos para abastecer; já tinha saudades de ver a bomba a marcar mais litros do que euros...! Depois, foi só desfrutar a paisagem até ao destino: do lado esquerdo, o mar em baías, cabos, portos e enseadas; do lado direito, o Parque Nacional dos Picos da Europa a dar os primeiros ares da sua graça. Há que referir o sucesso que o carro foi fazendo ao longo da viagem, principalmente quando as matrículas portuguesas passaram a ser uma miragem (mais ou menos a partir da entrada nas Astúrias), havendo até quem se virasse para trás depois de ultrapassar, para apreciar bem o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;espécime&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsYh-lfA3QI/AAAAAAAAABs/82BYICJavY8/s1600-h/Espanha+07+051.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsYh-lfA3QI/AAAAAAAAABs/82BYICJavY8/s320/Espanha+07+051.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099800987141463298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Chegámos a Santander cerca das 21:30h, e parámos ao lado do estádio do Racing. A entrada da cidade, plena de prédios de habitação, levou-nos a temer que a expectativa se cumprisse: não conhecíamos absolutamente nada de Santander, nem sequer sabíamos que ficava mesmo na costa, em alguns momentos julgámos que iria ser uma desilusão, quando finalmente chegássemos ao fim da longa viagem. No entanto, depois do túnel, veio a revelação: é uma cidade costeira, em todo o seu esplendor. Praia, passeios marítimos, parques, uma longa e movimentada marginal, muita (muita!) gente. Conseguimos alugar um quarto com quarto de banho por 36 euros por noite, o que foi uma sorte sem tamanho, uma vez que rapidamente chegámos à conclusão que a desconhecida Santander é realmente um verdadeiro destino turístico, e logo no dia seguinte verificámos que muitos hóteis afixavam já cartazes de "esgotado".&lt;br /&gt;Decidimos falar sempre em Português, e safámo-nos. Quisemo-nos poupar, e aos espanhóis e às espanholas, de constrangimentos que sempre resultam da presunção de se saber falar num idioma tão (ou tão pouco) parecido com o Português. Apenas claudicámos nos agradecimentos, que saíram sempre em forma de "muchas gracias", mas a amabilidade retribui-se com amabilidade. Parecendo que não, é mais bonito dar graças do que ser "obrigado/a".&lt;br /&gt;Gostámos muito, e pretendemos voltar. Porque "uma imagem vale mais que mil palavras", aqui fica Santander "em fatias" de luz e de cor, e a promessa do relato da viagem de regresso no próximo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Boas férias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsYk8VfA3SI/AAAAAAAAAB8/LEkNrVOAU6E/s1600-h/Espanha+07+066.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsYk8VfA3SI/AAAAAAAAAB8/LEkNrVOAU6E/s320/Espanha+07+066.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099804247021640994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsYmVVfA3TI/AAAAAAAAACE/4doCH7uwSes/s1600-h/Espanha+07+065.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsYmVVfA3TI/AAAAAAAAACE/4doCH7uwSes/s320/Espanha+07+065.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099805776029998386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsYnSVfA3UI/AAAAAAAAACM/u-YNsQnwvgI/s1600-h/Espanha+07+078.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsYnSVfA3UI/AAAAAAAAACM/u-YNsQnwvgI/s320/Espanha+07+078.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099806824002018626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsYotlfA3VI/AAAAAAAAACU/xxCRYniuWZo/s1600-h/Espanha+07+079.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsYotlfA3VI/AAAAAAAAACU/xxCRYniuWZo/s320/Espanha+07+079.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099808391665081682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsYp21fA3WI/AAAAAAAAACc/H-S2RwSLOHo/s1600-h/Espanha+07+082.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsYp21fA3WI/AAAAAAAAACc/H-S2RwSLOHo/s320/Espanha+07+082.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099809650090499426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsYrF1fA3XI/AAAAAAAAACk/uLg0WQrA85I/s1600-h/Espanha+07+091.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsYrF1fA3XI/AAAAAAAAACk/uLg0WQrA85I/s320/Espanha+07+091.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099811007300164978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-7240156345428839717?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/7240156345428839717/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=7240156345428839717&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/7240156345428839717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/7240156345428839717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/08/destino-espanha.html' title='Destino: Espanha'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RsX8gVfA3NI/AAAAAAAAABU/Qv8PtW-jzu8/s72-c/Perfil_Frente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-4759827276755683359</id><published>2007-07-27T23:15:00.000+01:00</published><updated>2007-07-27T23:40:23.553+01:00</updated><title type='text'>Ah, então é por isso...!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;«Uma situação tão extrema [uma taxa de fertilidade de 1,36 nascimentos por mulher] não pode advir de acaso, acidente ou tendência de fundo. Ela nasce de uma estratégia sistemática e continuada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ao longo das últimas décadas temos vindo a assistir à propagação de uma ideologia e cultura hedonista e laxista, violentamente contra o casamento, a natalidade e a família.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Das leis às telenovelas, do chamado "Ministério da Educação" à publicidade e aos discursos, tudo veicula uma cultura considerada "moderna, tolerante e progressiva", que se manifesta na promoção do aborto e da promiscuidade, na facilitação do divórcio, adultério e homossexualidade. Os resultados estão à vista: os portugueses são uma raça em vias de extinção.»&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;João César das Neves, Economista e Professor Universitário (naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in&lt;/span&gt; Destak, 25/07/2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma pérola destas, não há nada que eu possa acrescentar que não estrague a qualidade da lição apresentada pelo Professor João César das Neves, ainda por cima benemeritamente veiculada por um jornal de distribuição gratuita.&lt;br /&gt;No entanto, eu gostaria só de dizer, e assumindo a minha (pese embora licenciada) insignificância intelectual perante o portentoso orador, que faltou referir a raiz de todo este mal, o cancro que, realmente, está a conduzir os portugueses ao abismo da existência: a entrada da mulher no mercado de trabalho.&lt;br /&gt;Porque, quer dizer, tudo bem, os abortos e os paneleiros e tal, mas nada disto existiria se as mulheres não tivessem saído de casa, porque toda a gente sabe que boas mães não criam filhos homossexuais! Promiscuidade e adultério? Mulher que se preze nem sabe pronunciar correctamente tais palavras; abre as pernas, fecha os olhos, respira fundo e pensa que é pelo bem da Nação!&lt;br /&gt;Meus amigos e minhas amigas, salvemos os portugueses da extinção! Sejamos verdadeiramente modernos, tolerantes e progressivos (sem aspas!)! Este país precisa de alguém que lhe aponte o caminho da salvação, e o meu voto vai para o Professor João César das Neves... E vocês? Querem ser responsáveis pela morte lenta de Portugal?&lt;br /&gt;F*dam pelas vossas vidas! Mas só depois de casar...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-4759827276755683359?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/4759827276755683359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=4759827276755683359&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/4759827276755683359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/4759827276755683359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/07/ah-ento-por-isso.html' title='Ah, então é por isso...!'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-4514418340363384300</id><published>2007-07-20T11:05:00.002+01:00</published><updated>2007-07-20T11:06:55.565+01:00</updated><title type='text'>Já fiz</title><content type='html'>Pronto, já sou Licenciada :)&lt;br /&gt;Até quando é que vale respondermos "estudante" quando nos perguntam a profissão?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-4514418340363384300?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/4514418340363384300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=4514418340363384300&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/4514418340363384300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/4514418340363384300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/07/j-fiz.html' title='Já fiz'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-6640295969917463789</id><published>2007-07-18T11:22:00.000+01:00</published><updated>2007-07-18T11:25:44.604+01:00</updated><title type='text'>As Boas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma família na qual não nasci, mas que adoptei e me adoptou, em toda a acepção da palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Beijos para todas :)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088480716343674658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/Rp3qQGgXByI/AAAAAAAAABM/7VL_YVLQrnc/s320/Encontro+024.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-6640295969917463789?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/6640295969917463789/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=6640295969917463789&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/6640295969917463789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/6640295969917463789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/07/as-boas.html' title='As Boas'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/Rp3qQGgXByI/AAAAAAAAABM/7VL_YVLQrnc/s72-c/Encontro+024.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-3535944962322479360</id><published>2007-07-17T15:11:00.000+01:00</published><updated>2007-07-17T15:23:40.485+01:00</updated><title type='text'>Está quase</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Até ao fim desta semana, poderei considerar-me Licenciada em Ciências da Educação. O parto foi difícil, mas, ao fim de uma semana de reclusão, entreguei ontem o relatório de estágio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sou assim, neste aspecto julgo-me tipicamente portuguesa: tenho uma espécie de relógio interno que me diz "Se não começares o trabalho neste exacto momento, não vais ter tempo de o fazer". As melhorias foram imensas, ao longo destes cinco anos, mas sou daquelas que deixa tudo para a última da hora. Do estilo, passar o dia inteiro sentada ao computador ou à secretária a ler (sim, porque também se tem aplicado ao estudo para os exames), deitar-me às duas da madrugada e ter de me levantar às seis da manhã, para conseguir entregar no prazo. Desta vez, talvez por ser a última, fui suficientemente disciplinada para começar uma semana antes do final do prazo. Já não é mau, tendo em conta que já escrevi um trabalho de 50 páginas practicamente de um dia para o outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não me dei mal, confesso. Nunca falhei um prazo de entrega, nunca deixei nenhum exame para segunda chamada. Em cinco anos de curso, não fiz nenhuma cadeira com menos de 13 (e foi só uma), nunca deixei uma cadeira para trás, fiz duas melhorias (na primeira, passei de 10 para 17, e na segunda de 13 para 14; era esse o meu objectivo, tirar pelo menos um 14).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começo a entrar na fase do "e tudo isto, para quê?", mas ainda não me deixei apoderar pela angústia. Se mais nada houver, há-de sempre haver por aí algum balcão da Zara, ou alguma caixa do Pingo Doce. Parada é que não.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Está quase.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-3535944962322479360?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/3535944962322479360/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=3535944962322479360&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/3535944962322479360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/3535944962322479360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/07/est-quase.html' title='Está quase'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-1584751109721806953</id><published>2007-06-29T23:20:00.000+01:00</published><updated>2007-06-29T23:28:18.291+01:00</updated><title type='text'>Pringles Jamón</title><content type='html'>São estupidamente salgadas... A ponto de me rebentarem os lábios e me provocarem um esgar de "Aaaarghhh... azeeeeeedo" cada vez que trinco uma.&lt;br /&gt;São o cúmulo da gordura, o que é especialmente grave quando se está a comê-las ao computador, mais ainda quando já passámos de meio do pacote e temos que lá enfiar o punho para sacar alguma.&lt;br /&gt;E no entanto... em cinco minutos, Deus guarde as Pringles, paz à alma delas, for they have ceased to exist. Castiguei 170 gramas de "Producto de Aperitivo Frito con sabor a Jamón" enquanto o Diabo esfrega um olho.&lt;br /&gt;Rai's parta a m*rda da gulodice!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Porque a vida também é feita destes pequenos nadas, que são, afinal, o que lhe dá côr... :) )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-1584751109721806953?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/1584751109721806953/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=1584751109721806953&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/1584751109721806953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/1584751109721806953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/06/pringles-jamn.html' title='Pringles Jamón'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-3037637662428351757</id><published>2007-06-26T15:52:00.000+01:00</published><updated>2007-06-26T15:54:16.880+01:00</updated><title type='text'>Sobre a música</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Quando a música nos comove até às lágrimas aparentemente sem motivo, não choramos por um excesso de prazer, mas por um excesso daquela tristeza impaciente e perpétua de, como meros mortais, ainda não estarmos preparados para nos banquetearmos com os êxtases sobrenaturais dos quais a música nos oferece apenas um vislumbre sugestivo e indefinido."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;=Edgar Allan Poe=&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de música. Não imagino a minha vida sem ela. Gosto de todo o tipo de música, desde que seja boa. Desde que faça sentido. Às vezes ouço uma música, da qual acho, à partida, que não vou gostar, por ser deste ou daquele "género musical", e passado alguns segundos, lá estou eu a bater o pé ao ritmo. Posso até não gostar, mas há qualquer coisa numa boa música, numa boa voz e numa boa batida que ultrapassa qualquer estereótipo. Chama-se "feeling".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É como a água: não tem cheiro, nem cor, nem sabor. Não se lhe pode tocar, nem medi-lo. Apenas senti-lo. Para mim, é como se aquela música "fizesse sentido", é o que costumo dizer. Não sei explicar. Só sei sentir. É a diferença entre se arrepiar a pele da nuca e os olhos se encherem de água, ou todos os músculos do corpo se contrairem na expectativa do "descarrilamento". O que, quando se houve uma banda ao vivo, é ainda mais evidente: é preciso conhecer muito bem uma música, "senti-la", para o/a músico/a se poder libertar e, verdadeiramente, interpretá-la. Não se trata apenas de saber as notinhas todas, e tocá-las todas muito direitinhas, em filinha atrás umas das outras. Isso, para mim, não é música; é som. A música  é imprevisibilidade, é emoção, é improviso. É saber aproveitar aquela nota falhada para construir toda uma nova lógica harmónica. Isso é talento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nem toda a gente tem. É um facto. Quando era pequena, a minha irmã recebeu, num aniversário, um orgão, daqueles Casio, de boa qualidade. Ela não lhe ligava muito, e eu entretinha-me a tirar músicas de ouvido. Ouvia uma música e procurava reproduzi-la no orgão, tentando-falhando-tentando notas. Toda a gente dizia que eu tinha bom ouvido, mas, na realidade, aquilo eram só notas, umas a seguir às outras, sem fio condutor. Se quisermos, é a técnica, sem o "feeling". Isso não é música; é som.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um/a bom/boa músico/a tem a capacidade de nos "transportar" para uma outra dimensão de entendimento. É como se, por breves minutos, o nosso cérebro se pudesse desligar das coisas terrenas e viajar, ao som daquela melodia. É como se, mesmo que não se saiba dançar (e o que é isto de "saber dançar"?), o corpo intuí-se imediatamente os movimentos mais harmoniosos, mais genuínos. É como se, naquele espaço-tempo, todo o Universo estivesse em sintonia, e aquele instrumento (ou aquela voz) pudesse ser o veículo privilegiado de acesso a esse concílio sobrenatural.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E isso não está ao alcance de qualquer pessoa. Por muita perfeição com que se saiba tocar um instrumento, ou por muito afinada que seja uma voz, é preciso algo mais. É preciso entrega, é preciso submeter-se aos desígnios da própria música, e, assim, é preciso humildade. Por isso é que este mundo está cheio de vedetas, é pena é haver tão poucos/as artistas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-3037637662428351757?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/3037637662428351757/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=3037637662428351757&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/3037637662428351757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/3037637662428351757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/06/sobre-msica.html' title='Sobre a música'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-8206877818274296363</id><published>2007-06-20T15:03:00.001+01:00</published><updated>2007-06-21T11:38:19.625+01:00</updated><title type='text'>Uma boa razão...</title><content type='html'>...para ir ao fotógrafo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078464970335077154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RnpU-9EWQyI/AAAAAAAAAA8/o0lLNfuCkkg/s320/04-05-2007.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Nem pareço eu, até gosto de me ver... :P&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-8206877818274296363?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/8206877818274296363/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=8206877818274296363&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/8206877818274296363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/8206877818274296363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/06/uma-boa-razo.html' title='Uma boa razão...'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RnpU-9EWQyI/AAAAAAAAAA8/o0lLNfuCkkg/s72-c/04-05-2007.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-5907200842357042732</id><published>2007-06-13T11:06:00.000+01:00</published><updated>2007-06-13T11:12:03.800+01:00</updated><title type='text'>A inveja</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span &gt;Era uma vez um menino, a quem chamaremos Zézinho. O pai e a mãe do Zézinho, por razões que não iremos explorar agora, olharam para o menino acabado de nascer e decidiram que ele iria ser o melhor. Por isso, desde cedo, convenceram-no de que era o melhor em tudo, e arranjaram forma de que, se não o fosse efectivamente, o filho tivesse meios de convencer os/as outros/as de que o era, e por isso encheram-lhe o quarto dos melhores brinquedos e das últimas tecnologias. Assim, o Zézinho cresceu convencido de que realmente era o melhor; e que razão teria ele para duvidar do pai e de mãe?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span &gt;Um dia, o Zézinho cresceu e saiu "debaixo da asa" da família. Foi estudar para outra cidade (embora continuasse a viver em casa do pai e da mãe) e entrou para uma Escola maior. Aí, conheceu outro menino, a quem chamaremos Pedrinho. O Pedrinho também era muito bom naquilo que fazia, em algumas actividades era mesmo o melhor, mas o pai e a mãe dele nunca lhe tinham incutido que, mais do que ser bom, era preciso ser o melhor. Ainda assim, o Pedrinho recolhia admiração de todos/as os/as novos/as colegas, menos do Zézinho, que olhava para ele com alguma desconfiança: não percebia como é que os/as colegas podiam gostar tanto de alguém que nem sequer se esforçava para ser o melhor em tudo. O desconforto passou a antipatia e, rapidamente, o Zézinho estava capaz de fazer qualquer coisa para ser melhor que o Pedrinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span &gt;Como se não bastasse, o Pedrinho arranjou uma namorada, e o Zézinho, não querendo ficar atrás, decidiu devotar-se a conquistar aquela que, na sua opinião, seria a mais difícil de seduzir, para que pudesse celebrar mais esta vitória. Azar dos azares, viria o Zézinho a descobrir pouco depois, a namorada era daquelas "pós-modernas", que não querem ser namoradas, querem ser só "amigas com quem damos umas voltinhas de vez em quando" e o Zézinho, embora se esforçasse por dar a entender que se achava um sortudo por ter uma namorada tão "à frente", pensava, muitas vezes, que a namorada, na realidade, não gostava dele o suficiente para assumir o relacionamento, ou teria até mesmo vergonha dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span &gt;Surgiu então a oportunidade de participar num torneio de xadrez, e o Zézinho, não podendo resistir ao apelo de mais uma conquista certa, decidiu chamar alguns/algumas colegas para se lhe juntarem, formando uma equipa. No entanto, todos/as os/as colegas acharam que as hipóteses de ganhar subiriam substancialmente se chamassem o Pedrinho para integrar a equipa, uma vez que alguns/algumas tinham ouvido dizer que ele já tinha participado em vários torneios da modalidade, tendo igualmente pertencido a alguns clubes e, inclusive, vencido diversas iniciativas. Tanto azucrinaram o Zézinho que ele lá acabou por aceitar integrar o Pedrinho, embora tenha deixado bem claro, desde o início (mas, claro, sem nunca falar abertamente com o Pedrinho), que não lhe agradava aquela parceria. E, de facto, achavam todos/as os/as colegas, o Pedrinho tinha sido uma óptima aquisição: tinha uma excelente técnica de jogo e gostava de apoiar o treino dos/as colegas. Apenas o Zézinho continuava a discordar da presença do Pedrinho, e quanto mais aplaudida esta era, mais o Zézinho se esforçava por chamar para si a atenção exclusiva dos/as colegas, fosse oferecendo-se para dar palestras sobre os seus utilíssimos conhecimentos técnicos, fosse para obrigar os/as colegas a horas e horas a fio de jogos intermináveis (porque, como já sabemos, o Zézinho nunca perdia, e enquanto isso acontecesse, o jogo não poderia acabar).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span &gt;Ao fim de alguns meses, o Pedrinho, devido a responsabilidades familiares, teve de abandonar os treinos, embora se mantivesse sempre interessado na progressão que os/as colegas iam fazendo. Quando finalmente teve possibilidade de reintegrar a equipa, faltava cerca de um mês para o torneio, e conversou com alguns/algumas colegas (uma vez que desconhecia a existência de um "chefe" de equipa) sobre a possibilidade de, ainda assim, participar no torneio, ao que todos/as foram receptivos/as. Excepto, claro, o Zézinho, mas, como já era seu hábito, não teve coragem de interpelar o colega e expor-lhe a sua oposição. O Pedrinho regressou, assim, aos treinos, mas, ao fim de algumas sessões, sentia-se muito desconfortável com o desagrado implícito na atitude do Zézinho, embora esperasse que ele o esclarecesse acerca da sua posição em relação à participação no torneio. Ainda que a maioria dos/as colegas se manifestassem abertamente a favor da participação do Pedrinho, ninguém se assumiu como estando contra, embora muitos/as tenham simplesmente encolhido os ombros. No entanto, a conversa com o Zézinho nunca aconteceu, e o Pedrinho, não tendo qualquer intenção de causar mau-estar aos/às colegas, mas apenas divertir-se num jogo que tanto prazer lhe dava, decidiu abandonar a equipa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;Caros/as leitores/as, não sabemos ainda o desfecho do torneio de xadrez, mas garanto que, assim que houver novidades, terei ENORME prazer em anunciar tão aprazível e rotunda derrota.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-5907200842357042732?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/5907200842357042732/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=5907200842357042732&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/5907200842357042732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/5907200842357042732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/06/inveja.html' title='A inveja'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-6532909845795775652</id><published>2007-06-08T21:57:00.000+01:00</published><updated>2007-06-08T22:47:43.762+01:00</updated><title type='text'>Ossos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Algumas pessoas têm muito pudor em reconhecer quanto a biologia condiciona de facto aquilo que somos enquanto seres humanos. As pessoas que se escandalizam quando ouvem dizer "raça" em vez de "etnia" são aquelas para quem o facto sermos todos/as, no fundo, seres eminentemente biológicos é uma realidade demasiado desconfortável. "Não queremos ter raças, porque não somos animais, somos pessoas".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Já eu, vivo bem com o meu lado animal. Desde que me lembro de existir que sempre tive uma relação interessante com o meu corpo. Cedo desenvolvi uma espécie de "sentimento de mim", uma consciência da minha existência e circunstância física, talvez devido a ter praticado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ballet&lt;/span&gt; e outros desportos durante vários anos. O meu corpo nunca foi, para mim, uma restrição, mas antes uma plataforma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Confundem-me as pessoas que têm, com os seus corpos, uma relação demasiado "higiénica", como se o corpo pudesse ser apenas uma embalagem a que somos obrigados/as a recorrer para transportar os nossos elevados e iluminados, quase etéreos, seres. Não me vejo assim. Vivo bem com o meu corpo. O que não significa que passe horas a admirar-me ao espelho e a pensar que sou uma dádiva de Deus ao mundo; simplesmente convivo cordialmente com as suas imperfeições e celebro as suas potencialidades. O meu corpo, mais do que a minha mente, é o meu veículo de transmissão. Sou mais sincera quando me expresso através dele, e ele permite-me uma abstracção que não me é possível de outra forma menos "material".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Quando me custa a adormecer, gosto me concentrar nos meus ritmos. Na minha respiração, nos meus batimentos cardíacos. Isso ajuda-me a abstrair-me das preocupações que me roubam o sono. Por outro lado, gosto de analisar o meu corpo, olhá-lo como se estivesse a apreciar um quadro, reparar nas imperfeições da pele, nas veias azuis perceptíveis aqui e ali, nas pulsações. E isso relaxa-me, também.&lt;br /&gt;No entanto, compreendo a relação que algumas pessoas têm com a corporeidade, porque a Educação que recebemos não condiciona apenas as nossas funções intelectuais: a Escola ensina-nos que o saber exige disciplina, a todos os níveis, e só podemos realmente aprender quando controlamos o corpo, quando o obrigamos a estar sentado várias horas e lhe "dizemos" que só pode extravasar às horas destinadas ao efeito. Da mesma forma, tanto a Escola como a família e a própria cultura nos dizem, mais ou menos explicitamente, que o corpo é uma parte de nós de que devemos ter vergonha (porque desempenha funções menos nobres, ou "sujas", se quisermos), e por isso temos que vesti-lo e calçá-lo, e escondê-lo de todas as formas possíveis, e em todas as circunstâncias, principalmente quando temos que o partilhar com alguém. Por isso entendo que tantas pessoas tenham uma relação tão dolorosa com o seu corpo. E lhes custe tanto pensar em si como animais, porque isso seria quase como dizer que não podemos ter controlo sobre nós próprios/as; e, consequentemente, sobre os/as outros/as. Não seria este mundo muito mais fácil se soubéssemos sempre o que esperar do/a outro/a e de nós mesmos/as?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de ser principalmente vida. Músculos, sangue, ossos, esforço, adrenalina, cansaço. Vivo bem com o que o meu corpo me possibilita, e gosto de ser principalmente movimento e transformação. Talvez por isto, por esta consciência de existir no plano físico, eu seja tão ciosa do meu espaço. Não gosto quando as pessoas me tocam sem querer, como por exemplo nos transportes públicos ou em algum recinto cheio de gente. As pessoas por vezes circulam nos espaços como se fossem insensíveis ao toque, como se, efectivamente, os seus corpos fossem veículos de transporte, hermeticamente limpos e disciplinados, e nenhuma sensação não programada fosse registada. Não gosto da invasão do contacto indesejado. O toque só me dá prazer quando é mutuamente consentido, quando ambos os corpos se predispõem à comunhão de sensações. Fora isso, é como se fosse uma agressão. Nesse sentido, penso algumas vezes como seria ter de partilhar este espaço que é o meu corpo com outro ser, e qual seria a sensação física dessa "ocupação". Tenho curiosidade; pode ser que daqui a alguns anos possa experimentar...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-6532909845795775652?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/6532909845795775652/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=6532909845795775652&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/6532909845795775652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/6532909845795775652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/06/ossos.html' title='Ossos'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-8065358163067401726</id><published>2007-05-25T21:26:00.000+01:00</published><updated>2007-05-25T22:17:55.021+01:00</updated><title type='text'>A Onda Laranja</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E porque me apetece, e ao fim de cinco anos de empenho a 100%, mereço, aí vem uma massagem ao ego, ao meu e aos das AMIGAS com quem partilhei desabafos, lágrimas, momentos inesquecíveis e outros que mais valia esquecer, gargalhadas até já não conseguirmos respirar. Àquelas amigas que trago no peito, as que estão perto e as que estão longe, as que adoro e com quem tenho o prazer de ter partilhado um período tão importante para a vida de todas nós... Muito obrigada por tudo, sejam muito felizes e que a vida vos sorria SEMPRE!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estivemos lindas!! :))&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RldKvG5EwkI/AAAAAAAAAAM/WPB6iIxv8xQ/s1600-h/R001-002.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RldKvG5EwkI/AAAAAAAAAAM/WPB6iIxv8xQ/s320/R001-002.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068602078793089602" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda muito frescas, as três fadas preparavam-se para a alaranjada tarde de sol que se avizinhava, posando, bem "pinantes", com o belo do óculo de sol...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RldLp25EwlI/AAAAAAAAAAU/pKPZwLGShk8/s1600-h/R001-004.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RldLp25EwlI/AAAAAAAAAAU/pKPZwLGShk8/s320/R001-004.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068603088110404178" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já as duas princesas, preocupadas em poupar-se para o desfile, continham as emoções, que seriam ainda bem fortes, e as gargantas, que seriam as mais afinadas da Academia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RldPFW5EwoI/AAAAAAAAAAs/eVBD00WTGy4/s1600-h/R001-007.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RldPFW5EwoI/AAAAAAAAAAs/eVBD00WTGy4/s320/R001-007.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068606859091690114" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como que a preparar-se para o derradeiro "embate", a Laranja unia forças e mostrava porque é que tem tantos fãs ali para os lados da Asprela...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RldM1G5EwmI/AAAAAAAAAAc/G2hg2hY3JDg/s1600-h/R001-013.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RldM1G5EwmI/AAAAAAAAAAc/G2hg2hY3JDg/s320/R001-013.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068604380895560290" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As amigas são como as cerejas, a seguir a uma vem sempre outra, e outra, e mais outra... Há lá doutoras mais fotogénicas?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RldNu25EwnI/AAAAAAAAAAk/ZGwo9Zv5Xj8/s1600-h/R001-021.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RldNu25EwnI/AAAAAAAAAAk/ZGwo9Zv5Xj8/s320/R001-021.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068605373033005682" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muitas horas ao sol, os ares "lambidos" eram inevitáveis, mas ninguém fugiu a tirar o chapéu a uma cidade e a uma Academia à qual tanto nos orgulhamos de pertencer... FPCEUP sempre!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-8065358163067401726?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/8065358163067401726/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=8065358163067401726&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/8065358163067401726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/8065358163067401726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/05/onda-laranja.html' title='A Onda Laranja'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YnKSWaASpgE/RldKvG5EwkI/AAAAAAAAAAM/WPB6iIxv8xQ/s72-c/R001-002.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-6711664624529415706</id><published>2007-04-14T01:03:00.000+01:00</published><updated>2007-04-14T01:43:40.869+01:00</updated><title type='text'>O verdadeiro desporto nacional</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desengane-se quem pensou que eu vinha hoje escrever sobre futebol. Não que não queira, ou não consiga, mas simplesmente porque descobri qual é, verdadeiramente, o desporto de eleição dos/as portugueses/as: falar de alguém.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda a gente tem uma opinião sobre toda a gente. Seja boa, seja má, seja principalmente má. Mas toda a gente tem uma apreciação a fazer sobre a vida de alguém, seja-lhe essa pessoa próxima ou desconhecida, seja essa pessoa a nossa vizinha do lado, alguém que só conhecemos das capas das revistas, ou alguém que dirige os destinos políticos nacionais.&lt;br /&gt;É assim, neste país: temos sempre um juízo a fazer sobre o Outro, principalmente quando o Outro nos parece estranho, quando aquilo que o Outro faz/diz/pensa "abana" os alicerces da nossa existência "razoavelzinha". O humor é uma forma de lidarmos com a diferença (quem nunca deu por si a rir nervosamente perante alguma situação mais atemorizante?), tal como o criticismo. Porque, enquanto colocamos os/as outros/as em cheque, não estamos nós na berlinda. Enquanto ridicularizamos os/as outros/as, não damos espaço para a exposição dos nossos próprios podres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei o que pensam de mim. Sei que, porque me visto "assim" ou uso o cabelo "assado", algumas pessoas simplesmente partem do pressuposto que vivo numa casa cheia de lixo até ao tecto, durmo num colchão atirado para um canto, ou sobrevivo à base de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hamburguers&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pizzas&lt;/span&gt;. Olham para mim, e simplesmente não me conseguem ver de joelhos no chão a lavar uma sanita, ou a aquecer a barriga no fogão durante duas horas para fazer algum prato mais elaborado, ou simplesmente a deitar-me de noite a pensar no que é que hei-de fazer amanhã para o almoço ou o jantar. Não imaginam que posso ter uma vida perfeitamente banal, com a qual qualquer mulher da minha idade se poderia sentir absolutamente entediada, e sentir-me feliz por isso. Que, lá porque sou estudante e vivo com o meu namorado sem estar casada com ele, a minha vida não é uma sucessão de bebedeiras, ganzas, noitadas e rambóia, sem espaço para o sucesso académico e para a construção das bases de um futuro profissional.&lt;br /&gt;Não preciso que tenham pena de mim. Gostava apenas que as pessoas se esforçassem para ver um pouco além do "embrulho", porque é isso que eu também tento fazer todos os dias. Luto interiormente, contra os meus próprios preconceitos, para ir para além do primeiro olhar, do estereótipo, do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cliché&lt;/span&gt;, do "ai coitadinha, deve ser mãe solteira" ou do "assim tão espalhafatoso, só pode ser bicha". Dói, e só nos apercebemos disso quando estamos "na montra", a ser observados/as e comentados/as.&lt;br /&gt;Aos 19 anos, eu fiz uma opção de vida. Escolhi um caminho. Fiz aquilo que muita gente tem medo de sequer pensar em fazer, e que a maior parte dos/as jovens da minha geração não fará antes dos trinta. Fechei os olhos, respirei fundo, e fui em frente. Tive medo, chorei muito, muitas vezes tive vontade de desistir, mas segui sempre em frente, porque acreditei sempre (e continuo a acreditar) que fiz a opção certa, e que sofrer fazia parte de ser feliz. E fi-lo por amor. Não porque me obrigaram, não porque me aconselharam, não porque era o que "devia fazer". Fi-lo porque quis. E quem segue o seu coração, se não merecer mais nada, merece respeito.&lt;br /&gt;Eu respeito quem o fez e quem o faz todos os dias, principalmente quando a vida nos encurrala e nos obriga a escolher. Porque um dia, quando isto tudo chegar ao fim, algumas pessoas poderão dizer de quem parte: "Foi honrado/a, nunca passou nenhuma vergonha". Mas as suas vidas terão sido vazias, vazias de risos, de lágrimas, de afectos, de aventuras, de descobertas, de beijos sinceros, de abraços doídos de saudade. Eu prefiro que digam de mim: "Foi feliz".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-6711664624529415706?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/6711664624529415706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=6711664624529415706&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/6711664624529415706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/6711664624529415706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/04/o-verdadeiro-desporto-nacional.html' title='O verdadeiro desporto nacional'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-2834450226839928493</id><published>2007-03-26T15:53:00.000+01:00</published><updated>2007-03-26T16:12:37.661+01:00</updated><title type='text'>Inesquecível</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;. "Pobrezinhos, mas honrados", não foi assim que nos ensinaram? Uma sardinha a dividir por seis, quem tinha sorte era quem ficava com a cabeça! Ah, e as sopas de cavalo cansado, a animar os meninos e as meninas antes da Escola?.. Belos tempos... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. A taxa de analfabetismo em Portugal é de 9%, ou seja, quase um milhão de portugueses são analfabetos. Portugal apresenta um elevadíssimo nível de iliteracia funcional que abrange 48% da população entre os 16 e os 65 anos de idade. Logo após a instauração da ditadura militar, o Decreto-lei nº 12425 de 2 de Outubro de 1926 reduzia a escolaridade obrigatória para 3 anos, alertando para os malefícios de um suposto excesso de instrução: “Atalhe-se a indigestão intelectual” – dizia-se – “ensine-se menos para se saber mais”. Recorde-se que a escolaridade obrigatória de 4 anos implementada pela I República, só meio século depois, em 1964, é ampliada para os 6 anos, e só nessa altura se torna obrigatória para os dois sexos. Antes disso, claro, não havia necessidade de mandar as meninas à escola. Elas seriam esposas e mães, nunca profissionais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. A política externa do Estado Novo foi também brilhante: do equilíbrio peninsular medieval passa-se a um desequilíbrio peninsular. A primeira tomada de posição em matéria de política externa data de 1935 (quase 10 anos depois da implantação do regime), com a crítica ao parlamentarismo internacional do SDN que considera o centro político continental e em contraponto a afirmação da vocação atlântica de Portugal e o alheamento português das questões centro-europeias; a revalorização dos princípios tradicionais de política externa portuguesa com a reafirmação da Aliança Inglesa e da Amizade Peninsular; e finalmente a defesa intransigente do Império Colonial. E serão essas mesmas constantes históricas e linhas de orientação estratégica que persistem no pós Guerra e presidem às posições internacionais de Salazar que parece não compreender ou pelo menos não aceitar a emergência de uma nova ordem internacional. Em primeiro lugar, o declínio da Grã Bretanha e a emergência dos Estados Unidos da América como nova potência marítima que só vem a reconhecer com a estrada na NATO. Em segundo lugar, a desconfiança que tivera em relação ao assembleirismo de SDN volta a manifestar-se em relação à ONU como nova a organização internacional de vocação mundilal. Em terceiro lugar, não compreende que a reconstrução da Europa não podia mais fazer-se num quadro nacional e que teria que fazer-se, necessariamente, num quadro de cooperação internacional. Finalmente não compreende e não aceita o princípio e o direito dos povos a disporem de si próprios, dominante na Assembleia Geral da ONU, e recusa liminarmente a descolonização. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. A propósito de descolonização... Foram 9.196 mortos, entre 1958 e 1975: ÍNDIA - 8 mortos, CABO VERDE - 6 mortos, GUINÉ - 2.339 mortos, MOÇAMBIQUE - 3.015 mortos, ANGOLA - 3.828 mortos. Filhos/as que nunca conheceram os pais, pais que nunca puderam enterrar os filhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. Palavras de João Faria Borda (já falecido), um homem que passou dezasseis anos e três meses no Campo de Concentração do Tarrafal, que foi uma das mais sinistras criações do regime a que o 25 de Abril de 1974 pôs termo (&lt;em&gt;in&lt;/em&gt; &lt;a href="http://a_verdade_da_mentira.weblog.com.pt/"&gt;http://a_verdade_da_mentira.weblog.com.pt/ arquivo/097809.html&lt;/a&gt;):&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«O campo de concentração era um rectângulo (cerca de 250m por 180) situado num dos sítios mais insalubres do arquipélago de Cabo Verde. Como alojamento existiam umas barracas de lona onde eram metidos cerca de 12 presos em cada uma. As casas de banho não existiam. Havia apenas uns sanitários – toscos muros de tijolo com uns buracos no chão e umas latas de gasolina para as necessidades. Como cozinha existia um telheiro com uns muros por onde a poeira entrava aos montes. Dois indígenas faziam a comida. A alimentação era péssima – havia ocasiões em que era necessário pôr bolas de algodão no nariz pois o cheiro da comida impedia que ela entrasse no estômago. Não havia água potável. Só existia água num poço a cerca de oitocentos metros do campo, água salobra que os presos transportavam em latas de gasolina. Mesmo assim era má e em pequena quantidade, não chegando para a higiene. Tomava-se banho com um único litro de água despejada de uma lata onde eram feitos uns buracos para o efeito.»&lt;br /&gt;«O primeiro director do Tarrafal foi Manuel Martins dos Reis, capitão gatuno e paranóico, vindo da Fortaleza de Angra do Heroísmo. Este director “entretinha-se” a roubar as coisas que os familiares dos presos, com sacrifício, mandavam, desculpando-se que tudo aquilo era enviado pelo Socorro da Marinha Internacional. Chegou mesmo a montar uma pseudo cantina onde vendia as coisas roubadas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mal desembarcámos começámos imediatamente a trabalhar. Transportávamos pedras, sob vigilância constante dos guardas. Em Cabo Verde, região de clima variável, calhou chover bastante nesses anos. A lona das barracas apodreceu de tal maneira que lá dentro chovia como na rua e de manhã acordávamos com a cara negra da poeira que se pegava à humidade que sobre nós caía. As águas acumuladas formavam pântanos onde se desenvolviam mosquitos transmissores do paludismo. A saúde de todos nós, presos, arruinava-se. Caíamos atacados da doença chamada biliose. Sem fornecimento de medicamentos e com um médico que era um patife da pior espécie, em poucos dias morreram sete camaradas. Em cerca de uma média de 200 presos era vulgar, em certas alturas, apenas dez andarem a pé.»&lt;br /&gt;«Os escândalos da actuação do primeiro director levaram à demissão deste. Foi substituído por João da Silva, acompanhado pelo fascista Seixas. Estávamos em 1938/39. A guerra civil espanhola terminava com a vitória do fascismo. O ditador português Salazar tinha contribuído, apoiando com o envio de géneros alimentícios e de homens, os quais ficaram conhecidos pelos Viriatos. Hitler tinha subido ao poder em 1933. Na Itália existia Mussolini. A situação no campo do Tarrafal, reflexo da situação política internacional caracterizada pela ascensão do fascismo, agrava-se terrivelmente. João da Silva dizia frequentemente: “Quem está aqui é para morrer!”. Com este director começou a funcionar sistematicamente a célebre tortura conhecida por “frigideira”. Todos os dias eram para lá atirados presos e eu também por lá passei algumas vezes.»&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que vou emigrar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-2834450226839928493?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/2834450226839928493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=2834450226839928493&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/2834450226839928493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/2834450226839928493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/03/inesquecvel.html' title='Inesquecível'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-8160603929411413655</id><published>2007-03-11T14:32:00.000Z</published><updated>2007-03-11T14:40:26.779Z</updated><title type='text'>Às vezes...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... dou por mim tão tensa, que tenho os ombros encolhidos até às orelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... dou por mim tão cheia de trabalho, que chego ao fim do dia e nem me lembro de como passou todo aquele tempo desde que acordei. É como se tivesse passado o dia em piloto-automático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... dou por mim, já deitada, a pensar em tudo aquilo que me espera no dia seguinte, e sinto uma moínha no estômago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... dou por mim tão cansada, que nem consigo dormir. E, quando finalmente consigo, passo a noite a acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São dores de crescimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-8160603929411413655?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/8160603929411413655/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=8160603929411413655&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/8160603929411413655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/8160603929411413655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/03/s-vezes.html' title='Às vezes...'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-117075588645417851</id><published>2007-02-06T09:52:00.000Z</published><updated>2007-03-01T14:41:07.013Z</updated><title type='text'>Sim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;Pela autodeterminação sexual e reprodutiva das mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;Porque todas as crianças têm direito a ser profundamente amadas, todos/as os/as filhos/as têm direito a ser desejados/as, e todos os pais e todas as mães têm o direito e o dever de se sentirem preparados/as para o ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;Para que não ouçamos a história de mais nenhuma criança assassinada por aqueles/as que não a souberam amar, nem de mais nenhum/a recém-nascido/a deitado/a ao lixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;Contra séculos de exclusão da vida cívica e política e de leis feitas por homens contra as mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;Contra a humilhação das mulheres em praça pública e perante um tribunal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;Pelo direito ao aborto como reivindicação democrática e cidadã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;Eu voto "sim".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-117075588645417851?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/117075588645417851/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=117075588645417851&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/117075588645417851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/117075588645417851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/02/sim.html' title='Sim'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-116921831476514454</id><published>2007-01-19T14:40:00.000Z</published><updated>2007-01-19T14:51:54.800Z</updated><title type='text'>In my lair</title><content type='html'>Such things go on in my lair...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/930/1768/1600/982197/Img029.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/930/1768/320/610909/Img029.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Me making Peaches do silly faces, com a vaca Margarida a espreitar ao cantinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/930/1768/1600/64832/Img012.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/930/1768/320/954649/Img012.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O meu amor e a minha princesa Junior, à média luz...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/930/1768/1600/576777/Img011.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/930/1768/320/226702/Img011.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Imelda Marcos...?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/930/1768/1600/688296/Img004.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/930/1768/320/706446/Img004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Luna à mesa, à espera de ser servida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/930/1768/1600/175835/Img003.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/930/1768/320/905678/Img003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Luna, a gata mais culta do mundo, descansa depois do intenso esforço intelectual... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-116921831476514454?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/116921831476514454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=116921831476514454&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/116921831476514454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/116921831476514454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/01/in-my-lair.html' title='In my lair'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-116871845473430863</id><published>2007-01-13T19:40:00.000Z</published><updated>2007-01-13T22:54:04.190Z</updated><title type='text'>A Barbie</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sou uma Barbie Girl. Tive algumas Barbies, não muitas, algumas; talvez aí umas três. Não tinham grande especificidade, lembro-me que uma era uma Midge (que é amiga da Barbie, é ruiva e ligeiramente mais morena de pele) e outra era uma Barbie Penteados, com um cabelo ondulado até aos pés, que eu cortei pela cintura ao fim de alguns meses de companheirismo. Também nunca tive muitos acessórios da Barbie; tive um salão de beleza (com espelho, sofá e suporte giratório - para a boneca, claro) e, mais tarde, a minha irmã teve um Ken e um jipe com atrelado. Brincávamos "às casas", que espalhávamos por toda a sala, e que "construíamos" com o tributo de outros brinquedos.&lt;br /&gt;Brinquei com Barbies até bastante tarde, acho eu, penso que a última vez que terá acontecido eu devia ter uns 13 anos. Tenho uma irmã mais nova que eu três anos e meio, o que contribuiu para me sentisse até tarde inspirada para brincar, às Barbies ou a outra coisa qualquer. Normalmente, brincávamos "às Escolas"; escusado será dizer que eu era sempre a professora, e as nossas brincadeiras costumavam envolver bastante aparato, incluíndo figurinos e um décor bastante alargado. Éramos muito teatrais, e as brincadeiras duravam, por vezes, vários dias.&lt;br /&gt;Há alguns dias, debrucei-me a pensar sobre o que é a Barbie. A Barbie é a materialização da "mulher ideal": é branca, é loura, tem olhos azuis, tem o peito saliente, a cintura bem definida, as pernas altas e esguias. E sorri, sorri sempre; a Barbie nunca chora, nem sequer está triste, melancólica ou pensativa. E é assexuada. Tem peito, mas não tem orgãos genitais. O Ken também não.  Se olharmos com atenção, a "área genital" da Barbie é pouco mais ou menos igual à do Ken. O que quer isto dizer?&lt;br /&gt;Além de Barbies, também tive um Nenuco. Ou uma Nenuca, se quiserem, tinha cabelos pela altura dos ombros, louros aos caracóis, e trazia um vestido branco e rosa. A minha irmã também teve um, mas o dela era careca, e trazia um baby-grow (já não me lembro da cor), portanto mais ou menos sexualmente neutro. O que faz dos bonecos (e de nós) meninos ou meninas? O comprimento do cabelo? A cor da nossa roupa?&lt;br /&gt;A minha mãe é educadora de infância e, há algum tempo atrás, fui com ela a uma loja onde vendem artigos de suporte pedagógico (jogos, tintas, mobiliário...), entre os quais bonecos do tipo dos Nenucos. E foi uma revelação: havia brancos, negros e asiáticos; de cabelos louros, castanhos, pretos, escorridos, frisados e encaracolados, meninos e meninas, com vulvas ou pénis, e despidos. Incrível, pensei. A democratização dos brinquedos, ou pelo menos um passo nesse sentido.&lt;br /&gt;Falo disto, ainda que pareça a despropósito, na sequência de uma troca de opiniões acerca daquilo que (supostamente) são "brinquedos de rapazes" e "brinquedos de raparigas". Nunca tive uma bola de futebol, mas tive uma de basket, outra de volley e uma raquete de ténis. Tive patins e bicicleta, e practicamente todos os anos da minha vida escolar participei no Desporto Escolar, representando a(s) escola(s) em torneios de futebol, andebol, basket e atletismo. Nunca tive uma pista de carros, mas tive uma consola (da Nintendo), para a qual, aliás, me ofereceram um jogo da Barbie. Apesar de, aparentemente, ter tido acesso a "brinquedos de rapazes" e "brinquedos de raparigas", não conheço nenhum rapaz que tenha brincado com bonecas (durante muito tempo e sem que isso tenha causado nos pais algum tipo de apreensão) ou a quem tenham oferecido um estojo de beleza ou utensílios de cozinha. Se houver algum, que se chegue à frente, por favor, preciso mesmo de ser contrariada nesta percepção.&lt;br /&gt;Não me lembro de alguma vez me ter sentido, ou de me terem feito sentir, desconfortável com as minhas opções de ocupação dos tempos livres; penso que nunca me chamaram "maria-rapaz", mas mesmo que tivessem chamado, tenho a ideia de que é um estigma muito menos penalizador e permanente do que chamar "maricas" a um rapaz. A sociedade espera que a rapariga ultrapasse esse tipo de opções menos femininas (dizem "Isso passa, com a idade"), enquanto que um menino que tenha mostrado predilecção pelas bonecas em detrimento das bolas de futebol, é "maricas". Portanto, é efeminado. E &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gay&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Aquilo com que brincamos tem algum papel na definição das nossas capacidades cognitivas e da(s) nossa(s) identidade(s)? Julgo que ninguém terá problemas em aceitar que ter oportunidade de construir puzzles, encaixar peças segundo o seu formato, cor e tamanho, ou exercitar o raciocínio em jogos de estratégia contribui para que a nossa capacidade intelectual se desenvolva, seja em que áreas for. Porque terão, então, as pessoas tanta dificuldade em pensar que não oferecer uma pista de carros ou um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gameboy&lt;/span&gt; a uma menina ou não oferecer uma boneca ou uma vassoura e uma pá a um menino poderá representar uma falha para o seu pleno desenvolvimento sócio-emocional? Terão os pais e as mães medo de que os seus meninos sejam menos meninos que os outros? Que, por brincarem com bonecas, venham a ser socialmente incapazes de se afirmarem enquanto homens, em adultos? O que é um homem? O que faz um homem? E, já agora, o que não faz?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-116871845473430863?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/116871845473430863/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=116871845473430863&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/116871845473430863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/116871845473430863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2007/01/barbie.html' title='A Barbie'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-116381151384561114</id><published>2006-11-17T23:57:00.000Z</published><updated>2006-11-18T00:58:33.860Z</updated><title type='text'>Conquistas da Vida Adulta, ou a Descoberta do Mérito Próprio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Tenho 22 anos e ainda não saí "debaixo da asa" dos meus pais. Está certo que já não moro em casa deles desde Setembro de 2002, e que, neste momento, vivo a cerca de 300 km de distância da casa-mãe, mas, tecnicamente (digamos, no que ao aspecto financeiro da questão diz respeito), eles sustentam-me. É verdade, assumo: tenho 22 anos e vivo à custa dos meus pais. Com a minha idade, a minha mãe estava a iniciar a sua vida profissional (concluído o curso superior) e o meu pai, enfim, tinha deixado de estudar no 6.º ano, já há muito que se sustentava a ele próprio. Namoravam e casariam daí a um ano. Com a minha idade, a minha avó já era casada e mãe da minha mãe. E eu aqui estou. Por vezes sinto-me um pouco condenada à condição perpétua de estudante, e agora que estou quase a acabar a Licenciatura (no início do quinto e último ano de percurso), imagino cada vez mais que nunca vou poder realmente deixar os bancos da Faculdade, seja por causa da progressiva desvalorização dos graus académicos (é quase como se estivéssemos sempre a correr dois passos atrás das decisões políticas...), seja porque me sinto cada vez mais a cumprir o meu destino, e sinto que é esta a minha casa. Quem dera.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Por vezes, esta condição angustia-me. O corpo pede-me mais, a cabeça pede-me mais, a vida pede-me mais. Daqui a 20 anos, possivelmente, terei saudades destes dias-como-tardes-preguiçosas-de-Verão, mas hoje vivo na falta do que (ainda) não tenho. E no sobressalto de não ter tempo de o ter. Principalmente desde que o meu avô morreu, esta coisa do tempo (ou da falta dele) ocupa o meu pensamento desde que me levanto até que me deito, e dou por mim, muitas vezes, a pensar "Que horror, nunca vou ter tempo para fazer isto ou aquilo". E tenho 22 anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Pesem embora as aflições financeiras e crono-biológicas, a vida adulta trouxe-me outras descobertas menos penosas, como seja o mérito próprio. Quando era criança, e como muitas crianças da minha idade (principalmente aquelas que teriam, pela primeira vez na história das suas famílias, verdadeiras oportunidades de sucesso académico), a minha vida era mais aquilo que se passava na escola do que fora dela, e os meus méritos eram esses, aqueles que vinham sob a forma de "bons" e "muito bons" e muitos certos redondinhos desenhados a vermelho no caderno diário. Mas as minhas conquistas eram mais importantes para aqueles/as que as viviam comigo, principalmente os meus pais, e até eles as viviam de forma distinta entre si: para a minha mãe, era sempre bom, mesmo quando era mau; para o meu pai, era sempre mau, mesmo quando era bom. É a diferença entre viver para os/as filhos/as ou viver através dos/as filhos/as, entre sabermos que temos algo para lhes dar ou só querermos que eles/as sejam melhores do que nós fomos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Entretanto, e alguns anos depois, a verdade é que continuo na escola, e os meus méritos continuam a ser maioritariamente académicos, mas já de outra natureza, e nesse aspecto penso que tive sorte. Estou num curso que me ensinou a "des-pensar": entrei para lá a pensar que sabia tudo, e agora, saio de lá a saber de facto algumas coisas e a ter a certeza de que a maior parte do que "sabia" quando para lá entrei...era basicamente lixo intelectual e ideias feitas. Se este não é o mérito do Ensino Superior, o de ensinar os/as seus/suas alunos/as a nunca deixarem de pensar, mesmo sobre aquilo que assumem como certo, não sei qual será...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;E hoje, aquilo que tenho de que me orgulho é meu, fui eu que conquistei, para mim. Onde circulo, não sou "filha de cicrano/a" ou "conhecida de beltrano/a", recolho os frutos do meu próprio trabalho, e através dele construo os meus sucessos e insucessos, presentes e futuros. Já não quero ser boa naquilo que faço para fazer alguém feliz, é a mim que faço sorrir ou chorar, é a mim que ultrapasso ou desiludo, e gosto disso. Não quero ser melhor que ninguém, a minha expectativa é apenas a de, todas as noites, deitar a cabeça na almofada e pensar "Dei o meu melhor". É a minha luta, e é por mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-116381151384561114?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/116381151384561114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=116381151384561114&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/116381151384561114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/116381151384561114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2006/11/conquistas-da-vida-adulta-ou.html' title='Conquistas da Vida Adulta, ou a Descoberta do Mérito Próprio'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-116299898357715743</id><published>2006-11-08T15:13:00.000Z</published><updated>2006-11-08T15:45:07.610Z</updated><title type='text'>Raparigas Alpha (Focus 367/2006)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Num artigo sem assinatura, antecedido pelo artigo comentado anteriormente, fala-se de "Raparigas Alpha. As novas gerações de mulheres deixaram de lado as questões do feminismo; pelo menos como o conhecíamos". Começa por se dizer: "As mulheres jovens de hoje não vêem os homens como inimigos, possuem sucesso no campo profissional e não negam gostar de ter uma vida familiar equilibrada. Assim sendo, talvez tenhamos de concluir que o movimento feminista, tal como foi desenhado pelas militantes da década de 60, está um tanto ou quanto moribundo". A partir da leitura deste pequeno excerto, ficamos a saber pelo menos duas coisas: a primeira é que "o movimento feminista, tal como foi desenhado pelas militantes da década de 60" tinha inerentes as ideias de que os homens são inimigos das mulheres, de que as mulheres não possuem/não podem possuir sucesso no campo profissional e de que não é aceitável que uma mulher afirme que gosta de ter uma vida familiar equilibrada; a segunda é que o feminismo só tem/teve militantes do sexo feminino. O erro deste artigo, como aliás do anterior, é a sua tendência para o unitarismo: "as mulheres antigamente eram todas assim", "as mulheres hoje em dia são todas assado". Ao contrário do que os/as autores/as e editores/as desta revista possam pensar, há mais a dizer sobre o "movimento feminista" do que meia dúzia de frases feitas, do género "queimaram sutiãs". O "movimento feminista" não é uno nem único, existiram e existem vários movimentos feministas ao longo da história da humanidade, organizando-se e actuando em diferentes frentes de luta e em diferentes formas, tendo como consequência uma diversidade de vertentes que variaram ao longo da história e do contexto social: por meio da igualdade, da diferença e da separação, há porém, no feminismo, um compromisso comum, o de pôr fim à opressão e subordinação das mulheres e à estrutura patriarcal presente em vários níveis da sociedade. As diferenças situam-se na forma como pensam sobre as mulheres, no adversário, quais os focos de luta, bem como as metas que querem alcançar; as divergências vão da análise das raízes do patriarcalismo, à possibilidade de combater, de reformar o estado patriarcal e/ou capitalismo patriarcal, à heterossexualidade patriarcal ou ainda à dominação cultural.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Podemos, nomeadamente, salientar o movimento feminista liberal/socialista (defende as mulheres como seres humanos e sociais e toma como adversário o Estado patriarcal e/ou o capitalismo patriarcal, tendo como meta a obtenção de direitos iguais, inclusive o direito de ter filhos ou não), o movimento feminista radical (que identificava nos homens os agentes da opressão, tomando as outras formas de opressão como extensão da supremacia masculina), o movimento feminista cultural (que se focaliza na comunidade feminina, que tem como adversários as instituições e os valores patriarcais, tendo como meta a autonomia cultural das mulheres), o movimento feminista essencialista (que defende a existência de uma essência única feminina e tem como adversário o modo masculino de ser, e como meta a liberdade matriarcal) e o movimento feminista pragmático (que se constrói por referência à luta pelos direitos das donas de casa e mulheres exploradas/agredidas e tem como adversário o capitalismo patriarcal e como meta a sobrevivência/dignidade das mulheres). Por exemplo, porque muitas outras orientações/vertentes da luta pelos direitos das mulheres existem/existiram/existirão. Para além disso, o movimento feminista relaciona-se com outros movimentos sociais na medida em que as questões ligadas à condição da mulher acabam por se interligar com questões de opressão de classe, étnica e sexual. Em alguns momentos da história, essa abertura do movimento feminista a outras lutas não existe, principalmente pela necessidade de uma auto-afirmação das mulheres enquanto grupo organizado e autónomo. Porém, com as gerações que se seguem, novas condições vão surgindo, abrindo novas possibilidades de organização e de solidariedade entre movimentos de focos diferentes. Sobreposições de opressões que se personificam, por exemplo, na mulher negra, na mulher lésbica, na mulher pobre, incentivam não só as frentes específicas dentro do feminismo, mas coloca-o ao lado de outros movimentos que se colocam igualmente contra qualquer tipo de discriminação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No parágrafo seguinte do artigo, diz-se: "Desde tenra idade as raparigas têm vindo a afirmar-se, sem dramas ou problemas, nem olhando para o que alcançam como uma vitória sobre os rapazes. As novas gerações reivindicam a diferença positiva de género, pois olham para a igualdade de direitos, liberdades e garantias, um assunto já resolvido. Querem ter poder, para poder fazer". Isto, sinceramente, parece-me de quem cospe no prato de onde come. Porque parece que, um dia, de repente, nasceu uma nova geração de mulheres, sem antecedentes nem influência do contexto sócio-histórico em que elas, as suas mães e as suas avós nasceram, que simplesmente já não teve/tem de lutar pelos seus direitos. Já é tudo tão bom, maravilhoso, equilibrado, igualitário, e já temos tudo o que queríamos, para quê lutar mais? E lutar por quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;No entanto, as estatísticas dizem-nos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. As mulheres detêm apenas 1% da riqueza mundial, e ganham 10% das receitas mundiais, apesar de constituírem 49% da população;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. Quando se considera a criação dos filhos e o trabalho doméstico, as mulheres trabalham mais do que os homens, quer no mundo industrializado, quer no mundo subdesenvolvido (20% mais no mundo industrializado, 30% mais no resto do mundo);&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. As mulheres estão sub-representadas em todos os corpos legislativos mundiais. Em 1985 a Finlândia detinha a maior percentagem de mulheres na legislatura nacional, com aproximadamente 32%. Actualmente, a Suécia tem o maior número, com 42%. A média mundial é de apenas 9%;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. Em média, mundialmente, as mulheres ganham 30% menos do que os homens, mesmo quando têm o mesmo emprego.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Parece realmente que isto da luta pelos direitos das mulheres, isto do "feminismo", já é mais ou menos obsoleto, não é?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;No sexto parágrafo deste artigo ficamos a conhecer a Sra. Diana Mendonça, que "trabalhou como jornalista e aos 23 anos era directora de um [sic] revista de culinária. Chega à escrita pela porta da cozinha, bem longe do comportamento das militantes do feminismo que queimaram os tachos no Parque Eduardo Sétimo, em Lisboa". Em primeiro lugar, acho que essa do "chegar pela porta da cozinha" é claramente de um machismo acéfalo e asqueroso, e nem sequer sei se quem escreveu este artigo foi um homem ou uma mulher. Em segundo lugar, parece que exercer o cargo de directora de uma revista de culinária é de facto equivalente a ser obrigada a abdicar de uma carreira profissional em prol do desempenho de tarefas domésticas e do cuidado ao marido e aos/às filhos/as, porque era contra essa vida reduzida que lutavam as mulheres que "queimaram os tachos no Parque Eduardo Sétimo". A Sra. Diana Mendonça chegou ao cargo de directora de uma revista de culinária, como poderia ter chegado ao cargo de directora de outro tipo de entidade/instituição qualquer; as mulheres que "queimaram os tachos" tinham pouca ou nenhuma escolaridade e poucas ou nenhumas perspectivas de vida, que fossem além de parir, lavar, cozinhar e obedecer/depender, primeiro dos pais e depois dos maridos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Na última página do artigo diz-se "As raparigas de hoje são femininas, sem ser feministas, e entram em campos laborais antes reservados exclusivamente aos homens, sem sentirem necessidades de se afirmarem superiores. Longe vai o ano de 1975, o primeiro em que se realizaram no nosso país eleições livres universais". A partir da leitura deste excerto, podemos perceber duas coisas: a primeira é que ser feminista é ser ultra-feminina (podemos então pensar que as feministas são mulheres que "transbordam" feminilidade); a segunda é que o facto de "as raparigas de hoje" serem "femininas, sem ser feministas" tem alguma relação com a questão do sufrágio universal, mas confesso que o meu raciocínio não consegue discernir a lógica de encadeamento que assiste a este texto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Como enquadramento ao contributo da última entrevista, diz-se "As mulheres da nova geração não abdicam de participar em todas as áreas da vida em sociedade e ao mesmo tempo conseguir manter um equilíbrio com a vida familiar. Joana Amaral Dias tem 33 anos, um filho e uma intensa actividade laboral". Por muito respeito profissional, político e intelectual que eu tenha (e tenho) pela Dra. Joana Amaral Dias, penso que deve ter sido a escolha menos inteligente para ilustrar este tipo de afirmação. Não me parece que a Dra. Joana Amaral Dias seja o tipo de mulher que tem de “fazer das tripas coração” para conciliar a vida familiar e a vida profissional, julgo que terá, certamente, uma rede social de apoio e recursos que lhe permitam equilibrar estes dois aspectos da sua vida sem grandes malabarismos, ao contrário da esmagadora maioria das mulheres que trabalham fora de casa e são esposas e mães. Não me parece que a Dra. Joana Amaral Dias seja o tipo de mãe que tem que se levantar às 6 da manhã para adiantar algumas tarefas domésticas antes de levantar e despachar o filho, que tem de ir levar à escola de autocarro à hora de ponta, e que só voltará a ver ao fim do dia de trabalho - com sorte, se não tiver sido chamada a meio do dia de trabalho para ir levar o filho ao hospital porque partiu a cabeça no recreio, ou tiver de arranjar alguém que tome conta dele (ou ela mesma perder o resto do dia de trabalho) porque a criança ficou doente e não pode ficar na escola - quando chega a casa depois de ir buscar o filho à escola, o marido ou companheiro ao trabalho e ir fazer as compras do mês ao supermercado. Também não me parece que seja o tipo de pessoa que passa o fim-de-semana a pôr em dia a limpeza que não teve tempo de fazer durante a semana, ou a passar &lt;st1:metricconverter productid="10 kg" st="on"&gt;10 kg&lt;/st1:metricconverter&gt; de roupa a ferro, em vez de ir passear ao jardim ou visitar um museu. Isto sim, parece-me a luta diária de uma mulher pelos seus direitos, porque nem só de queimar sutiãs e tachos e odiar os homens se faz o feminismo. Como, aliás, diz a Dra. Joana Amaral Dias: "Há quem pense que o feminismo é coisa do passado ou um ataque aos homens. Ser feminista é defender a igualdade de direitos e práticas sociais entre géneros, algo que, embora tenha evoluído francamente, está ainda longe de atingir o pleno. O feminismo mudou, evidentemente, mais continua a ser necessário e a fazer sentido". Aquilo que eu gostaria de saber é se a Dra. Joana Amaral Dias tem consciência de que esta sua frase, inteligente, complexa e esclarecida, surge a coroar um artigo infantil, desinformado e alvo de investimento zero por parte dos/as seus/suas autores/as.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em conclusão a estes dois artigos, e em conformidade com uma referência apresentada na capa da revista, apresenta-se um teste com o título “Você é uma mulher Alpha? Neste teste, procura avaliar-se a auto-estima e, assim, deduzir com que autonomia a leitora encara o seu papel de mulher. Será que você tem espírito de mulher emancipada?”. Tendo em conta que o título da secção anterior do artigo era “Raparigas Alpha”, e se fazia referência, nele, a mulheres com sucesso profissional que equilibram o investimento na vida familiar, pareceu-me coerente a introdução que se faz a este teste. No entanto, e tendo lido inicialmente, antes de ler as questões apresentadas, a caixa de texto onde se explica como fazer o cálculo dos resultados e se faz a interpretação dos resultados obtidos, confesso que fiquei chocada. Diz-se: “Some um ponto por cada resposta a) e cinco pontos por cada resposta e). Nas perguntas 7 e 9, inverta: some um ponto por cada resposta e) e cinco por cada resposta a)”, sendo que, quantos mais pontos se obtiver, mais próximo se está de ser uma “mulher Alpha”, ou seja, de obter a interpretação que diz “O mundo já não lhe mete medo. Isso você já sabe. Ou teve de fazer-se à vida, passou por um período lixado, mas ergueu a cabeça, ou os seus pais fizeram um bom trabalho. A si, cabe-lhe a tarefa (duríssima) de passar a palavra de que mulher e homem são faces diferentes da mesma moeda. Se existissem mais pessoas assim, o mundo não seria tão desigual. Mas cuidado, às vezes a segurança em demasia transforma-se em assertividade e arrogância”. Ora, da última vez que eu vi, “assertividade” não era sinónimo de “arrogância”, era uma virtude e não um defeito, ou seja, a capacidade de alegar, propor, defender um ponto de vista, expor um argumento. Mas, claro, falando-se de mulheres, é o que nos parece querer dizer este teste, quanto mais dissermos “sim senhor” melhor vistas somos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, passei para o questionário em si, verificando que eram apresentadas dez questões, às quais devíamos responder uma de cinco hipóteses: “a) Nem pensar nisso; b) Bem, é verdade, que hei-de faz; c) Às vezes, às vezes; d) Concordo ou e) É isso mesmo”, tendo em conta que cada resposta a) vale cinco pontos e cada resposta e) vale um ponto, invertendo-se a regra nas perguntas 7 e 9. Assim, e analisando o inquérito (como poderão fazer ampliando a imagem), chegamos à conclusão que obtemos mais pontos se respondermos “a) Nem pensar nisso” às questões 1, 2, 3, 4, 5, 6, 8 e 10 e “e) É isso mesmo” às questões 7 e 9. Ao darmos este tipo de resposta, estamos então a afirmar (respondendo “É isso mesmo”) que:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. “As pessoas à minha volta têm mais sucesso do que eu”;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. “Ser como sou e mostrá-lo é meio caminho para não gostarem de mim”;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. “Temo que os amigos me rejeitem”;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. “Se não consigo fazer o que os outros fazem, quer dizer que os outros são melhores”;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. “Se desaparecesse da face da Terra, ninguém dava por isso”;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. “Não vou fazer barulho por coisas insignificantes”;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. “Nunca serei capaz de atingir aquilo que esperam de mim”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;É isto uma “mulher alpha”? Explicaram às entrevistadas que contactaram para a elaboração do artigo que era sob esta designação e sob este conjunto de características que as enquadravam enquanto mulheres?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Se alguém quiser dar-se ao trabalho de ler o resto do teste, nomeadamente as restantes interpretações de resultados, irá certamente encontrar pérolas de investigação jornalística séria (como, por exemplo, a afirmação “Não são bichos, esses psicólogos, são &lt;b style=""&gt;médicos&lt;/b&gt; e há mais de cem anos que estudam esta coisa da depressão, da falta de força (…). Você vale mais do que julga. E quem acha o contrário é burro”), e talvez me possa ajudar a compreender o que é que passou pela cabeça desta gente quando se lembrou de publicar este artigo…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;P.S.: Quem quiser ver este meu artigo de opinião não publicado na Focus da próxima semana, faça o favor de comprar a revista, visto que eu vou enviá-lo para lá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/teste.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/teste.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-116299898357715743?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/116299898357715743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=116299898357715743&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/116299898357715743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/116299898357715743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2006/11/raparigas-alpha-focus-3672006.html' title='Raparigas Alpha (Focus 367/2006)'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-116299877506093229</id><published>2006-11-08T15:06:00.000Z</published><updated>2007-03-01T14:46:42.816Z</updated><title type='text'>O que sobrou do feminismo (Focus 367/2006)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: georgia;"&gt;Há cerca de duas semanas, vinha eu da Junta, quando, ao passar por uma tabacaria, a capa da revista Focus me chamou a atenção. "O que sobrou do feminismo", a imagem de uma mulher vestida (presume-se) de executiva, de tailleur cinzento de calças, sentada numa cadeira de escritório, pasta pousada ao lado da cadeira, sentada muito direita a encarar a objectiva e dar de mamar a um bebé (sublinhe-se, despido). Na capa podia ler-se ainda: "As mulheres modernas já não queimam sutiãs. Conhecem os seus direitos e recusam-se a ser, apenas, esposas e mães". Confesso, e sem sarcasmo, que foi com apetite que comprei a revista; não sei muito bem o que é que esperava ler no artigo, talvez se tivesse olhado duas vezes para a capa, e pensado sobre aquilo que diziam, não a tivesse comprado, mas ainda bem que o fiz. Não costumo comprar a Focus, antes desta tinha comprado apenas uma, e já na altura, lembro-me, fiquei surpreendida por o artigo que faz a capa da revista se encontrar nas últimas páginas da revista, ou seja, é o último artigo, depois até das cartas de opinião dos/as leitores/as. Quanto a mim, e não percebo nada de marketing de imprensa, parece-me uma escolha pouco inteligente. E, mais uma vez, confirmou-se: numa revista de 130 páginas, o artigo que faz a capa estende-se da página 122 à página 129 (fica apenas a uma página do fim, sendo esta última página dedicada a notícias fictícias em jeito de &lt;i&gt;comic relief&lt;/i&gt;).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Já um bocadinho farta de folhear a revista, e pensar que se tinham enganado e esquecido de incluir no corpo da revista o artigo que faz a capa, cheguei finalmente ao que me tinha levado a comprar a revista. E, novamente, em título, se perguntava: "O que resta do feminismo. Nos anos 60 queimaram os sutiãs. Agora usam wonderbra. A vida das mulheres mudou; mas será que mudou assim tanto?", e novamente surge a imagem da "executiva", desta vez falando ao telemóvel, de pé, e o bebé surge dentro da pasta que ela transporta agora a tiracolo. Confesso que achei curiosa a escolha da manequim para esta sessão fotográfica: está com um ar tão infeliz, e um olhar tão fixo, uma sugestão de olheiras debaixo dos olhos sem expressão, será que passou a noite acordada por causa das cólicas do bebé?...&lt;br /&gt;O artigo começa com um excerto de uma entrevista à Dra. Maria Filomena Mónica, que afirma: "É possível a uma mulher dizer 'não limpo o pó, não aspiro, não vou ao supermercado, não faço nada'. Mas é muito difícil a uma mãe dizer 'eu não dou biberão ao meu filho, dás tu'. Eu acho que o último reduto da luta das mulheres estabelece-se no tratamento dos filhos". Ao ler isto, penso que gostaria de chegar à idade da Dra. Maria Filomena Mónica e ter tanta certeza daquilo que digo e penso, porque ela tem, ou aparenta ter, a certeza de que as mulheres não sabem não amar os filhos. Será isto verdade? Será que todas as mulheres do mundo amam incondicionalmente os filhos, nunca os rejeitam, nunca desejam não os ter tido, nunca os negligenciam? E os homens? Aparentemente, diz a Dra. Maria Filomena Mónica, aos homens, pais, é possível, eu diria mesmo, à luz do que se afirma, natural dizer "não cuido do meu filho". Será isto verdade? Será esta a complementaridade dos papéis do homem e da mulher enquanto pai e mãe? A mãe cuida e o pai descuida, e a isso são obrigados/as, por alguma espécie de natureza inerente ao género?&lt;br /&gt;Depois deste excerto, a Sra. Jornalista Paula Maria Simões começa o seu contributo enquanto autora deste artigo, afirmando: "Desde o tempo em que começaram as reivindicações das mulheres por direitos iguais aos homens, na década de 60, a situação melhorou em grande parte dos casos (...)". Foi aqui que eu finalmente percebi do que trata este artigo. Não se trata de descobrir "o que resta do feminismo", mas sim de dizer "o que resta do que eu sei sobre o feminismo", e percebe-se que a Sra. Jornalista Paula Maria Simões, ocupada que esteve em transcrever entrevistas (tem excertos de quatro entrevistas num artigo de treze parágrafos), se esqueceu de procurar informações sobre o tema que fossem um pouco para além daquilo que ela julgava saber sobre o movimento feminista. Qualquer visita menos atenta ao um pólo de agregação de informação tão democrático como a Wikipédia ter-lhe-ia permitido descobrir que, antes dos sutiãs queimados de que ela tanto gosta de falar (duas referências, e ainda antes de se entrar no corpo do artigo), por exemplo, se celebra o dia 8 de Março como Dia Internacional da Mulher (dia comemorativo para a celebração dos feitos económicos, políticos e sociais alcançados pela mulher) em memória do incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist (Nova Iorque, &lt;b&gt;1911&lt;/b&gt;) em que 140 mulheres perderam a vida. Ou que, por exemplo, o movimento pelo sufrágio feminino (que é como quem diz, pelo direito das mulheres a votarem) teve início em &lt;b&gt;1897&lt;/b&gt;, com a fundação da União Nacional pelo Sufrágio Feminino por Millicent Fawcett (1847-1929), uma educadora britânica. O movimento feminino ganhou, então, as ruas e as suas activistas passaram então a ser conhecidas pela sociedade em geral pelo (à época, ofensivo) epíteto de sufragistas, sobretudo aquelas vinculadas à União Social e Política das Mulheres (Women's Social and Political Union - WSPU) movimento que pretendeu revelar o sexismo institucional na sociedade britânica, fundado por Emmeline Pankhurst (1858-1928). Após ser presa repetidas vezes com base na lei "Cat and Mouse", por infrações triviais, inspirou membros do grupo a fazer greves de fome. Ao serem alimentadas à força e ficarem doentes, chamaram a atenção para a brutalidade do sistema legal na época e também divulgaram sua causa. Ela foi uma militante que imprimiu um estilo mais enérgico ao movimento, o qual culminou com situações de confronto entre sufragistas e policiais e, finalmente, com a morte de uma manifestante, Emily Wilding Davison (1872-1913), que se atirou à frente do cavalo do rei da Inglaterra no célebre Derby de 1913, tornando-se a primeira mártir do movimento. E embora o sufrágio universal seja já uma realidade maioritária em quase todo o mundo, em países como o Kuwait, por exemplo, há ainda movimentos que reproduzem as mesmas lutas das sufragistas do século XIX, na tentativa de forçar o governo daquele país a mudar a sua legislação eleitoral e adoptar o voto universal em pleno século XXI. Pois é. Parece que ainda há países em que as mulheres não têm direito a votar. E parece que muitas mulheres morreram, não há muitas décadas atrás, na defesa de direitos aparentemente tão fundamentais como o direito ao trabalho e o direito ao voto. E parece, em suma, que antes dos sutiãs na década de 60, já se fazia qualquer coisinha pelos direitos das mulheres. E quanto a essa história dos sutiãs queimados, diz-se que é um mito, como tantos outros, criado por homens para ridicularizar as lutas das mulheres pelos seus direitos, mas disso eu suponho que a Sra. Jornalista Paula Maria Simões nunca tenha ouvido falar. Já a Dra. Maria Filomena Mónica afirma "Acho que os movimentos de mulheres contribuíram para a emancipação. A única coisa que eu critico é que às vezes exageraram. Era ridículo queimarem sutiãs na praça pública. (...) Elas podiam vingar-se: durante um século, os homens deviam fazer de mulheres para ver o que custava a vida". Estou a citar, juro, não estou a inventar. Esta senhora diz que os movimentos feministas eram, por vezes, exagerados e ridículos, e que uma via muito mais plausível de luta feminista seria a de obrigar os homens a "fazerem de" (seja lá o que for que isto signifique) mulheres durante um século.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Mais à frente no artigo, apresenta-se um excerto de uma entrevista à Sra. "Ana Helena, de 40 anos, tem três filhas", que, diz-se: "Nunca sentiu discriminação no mercado do trabalho. 'Mas sabemos que isso existe, não é? É muito difícil conciliar vida familiar com o trabalho por questões de tempo.' (...) Mas para ela existe sempre uma jornada de trabalho dupla. 'Vou buscar o meu marido à estação (...). E tenho até às nove e meia para gerir tudo. Dar atenção às miúdas, arrumar a casa, preparar o dia seguinte, pô-las na cama. É um desgaste enorme'." Mais à frente, numa secção do artigo intitulada "Raparigas Alpha", Raquel, que "acabou de entrar no curso de Farmácia (...) com uma média final de secundário de 17,7 (...) admite que é obcecada por cinema e que sai imenso com as amigas, estando a anos-luz de ser 'ratinho de biblioteca'", afirma: "Não é para me gabar, mas no geral os rapazes com quem estudei eram piores alunos do que eu (...). Acho que as raparigas são mais maduras e dedicadas ao futuro. Em geral trabalhamos mais para atingir os nossos objectivos". Embora estas duas entrevistas possam, à primeira vista, ter pouco a ver uma com a outra, parece-me importante perceber que a noção que estas mulheres têm da "discriminação" é, digamos, curiosa: discriminação, para elas, parece ser ter alguém a barrar-lhes fisicamente a entrada da escola ou do local de trabalho dizendo-lhes, abertamente, "Não entras porque és mulher". Ou, caso tenham possibilidade de entrar, serem obrigadas a andar a lavar sanitas ou chãos, enquanto que homens com as mesmas habilitações podem desenvolver trabalho a sério, ou então serem obrigadas a estudar ao frio e à chuva, a escrever em quadros de ardósia, sem livros, sem material. Isto sim, deve ser discriminação. Porque trabalhar, em média, mais duas horas por dia (nomeadamente no desempenho de tarefas domésticas), para além da jornada de trabalho, que os homens, não deve ser discriminação. Porque, quando somos pequenas, oferecerem-nos bonecas e louça de brincar, enquanto que aos rapazes oferecem bolas e jogos, não deve ser discriminação. Os rapazes brincam a ser astronautas, cowboys, super-heróis, soldados. As meninas brincam a ser mães e donas de casa, com alguma imaginação professoras ou princesas à espera do príncipe ecantado. E isto não é discriminação, é a nossa essência enquanto mulheres, aparentemente. "Em geral trabalhamos mais para atingir os nossos objectivos", mas isto não é discriminação. As mulheres têm de ser sempre melhores que os homens para serem colocadas ao mesmo nível, mas isto não é discriminação. Desde que partilhem os brinquedos, mesmo que os brinquedos continuem a ser deles, não estamos a ser discriminadas, ou pelo menos assim se pode depreender do que se diz neste artigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O artigo termina com esta afirmação da parte da Sra. Jornalista Paula Maria Simões: "Apesar dos pesares, de ainda ganharem menos do que os homens, de terem de se submeter ao aborto ilegal, e da desequilibrada divisão de tarefas, da agenda das mulheres actuais passaram a constar já outras questões". Assim mesmo. Aparentemente, as questões da desigualdade salarial, do direito ao aborto livre e da partilha de tarefas domésticas são já questões, se não ultrapassadas, em vias de se ultrapassarem, porque, de facto, as "mulheres actuais" já não têm de se preocupar com tais questões menores. São "pesares", como diz a Sra. Jornalista Paula Maria Simões, mas a vida não acaba aí. Acho curioso como é que uma revista que se diz "semanário de grande informação" trata deste tipo de problemáticas com a mesma leveza, ou com a mesma importância que atribui à relevância da relação entre a Jornalista Fernanda Câncio e o Primeiro-Ministro José Sócrates para a agenda política do Governo. Isso leva-nos a pensar: será que se o Primeiro-Ministro namorasse com a Dra. Maria Filomena Mónica, seria aprovada uma lei que obrigasse os homens a "fazerem de" mulheres durante um século?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-116299877506093229?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/116299877506093229/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=116299877506093229&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/116299877506093229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/116299877506093229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2006/11/o-que-sobrou-do-feminismo-focus.html' title='O que sobrou do feminismo (Focus 367/2006)'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-115901859248187156</id><published>2006-09-23T14:08:00.000+01:00</published><updated>2006-09-23T14:38:34.730+01:00</updated><title type='text'>Für Demian</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E ela falou-me de um rapaz que se enamorara de uma estrela. De pé, junto ao mar, ele estendia os braços e orava à estrela; sonhava com ela e dirigia-lhe os seus pensamentos. Todavia, ele sabia, ou julgava saber, que um corpo celeste não poderia ser abraçado por uma pessoa. Considerou ser destino seu, sem qualquer esperança de realização, amar um astro. Assim, partindo desta ideia, criou um modo de vida de renúncia e sofrimento, silencioso e fiel, que havia de torná-lo melhor e de purificá-lo. Os seus sonhos, porém, eram todos dirigidos à estrela. Certa vez, de novo junto ao mar, estando no cimo da escarpa elevada, olhava a estrela, ardendo de amor por ela. Num momento de maior anseio, deu um salto e arremessou-se para o vazio, em direcção ao astro. No entanto, no momento de formar o impulso, num relâmpago, ainda pensou: na realidade, isto é impossível! Lá no fundo, sobre a praia, estatelou-se, ficando aniquilado. Ele não sabia amar. Se, no momento do salto, tivesse tido força interior para acreditar, firme e inabalavelmente, na sua concretização, voaria para o alto e ter-se-ia unido à estrela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;br /&gt;Noutra altura, porém, propôs-me outro conto. Tratava de um enamorado que vivia sem qualquer esperança. Fechara-se totalmente na sua alma, julgando-se abrasado de amor. Para ele, de súbito, o mundo deixou de existir: já não via o azul do céu nem o verde da floresta não ouvia o regato murmurar, a arpa não era melodiosa. Tudo se desfizera e ele ficara pobre e miserável. O seu amor, contudo, ia crescendo, e ele preferiria morrer e degradar-se a renunciar à posse da linda mulher que amava. Nisto, deu-se conta de que o seu amor devorava tudo o mais no seu íntimo e adquiria vigor, e atraía, atraía. E a bela mulher, não podendo resistir, aproximou-se; ele aguardava-a de braços abertos, para a apertar contra si. Mas, no momento em que ela se encontrava perante ele, estava completamente transformada e, num arrepio, sentiu que atraíra a si todo o mundo, antes perdido. Ela estava diante dele e entregou-se-lhe; o céu e a floresta, o regato, tudo veio ao seu encontro, em cores brilhantes, maravilhoso: pertencia-lhe e falava a sua linguagem. E, em lugar de conquistar somente uma esposa, o seu coração abarcara o mundo inteiro, e cada estrela do céu cintilava dentro dele, irradiando energia de vida na sua alma... Ele amara e encontrara-se por meio desse amor. A maioria das pessoas, pelo contrário, ama para por ele se perder."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hermann Hesse&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; (1925)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/demian.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/demian.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-115901859248187156?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/115901859248187156/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=115901859248187156&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/115901859248187156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/115901859248187156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2006/09/fr-demian.html' title='Für Demian'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-115895981238953911</id><published>2006-09-22T20:52:00.000+01:00</published><updated>2006-09-23T02:26:51.270+01:00</updated><title type='text'>Gata e cães</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje escrevo sobre uma gata e três cães. A Luna, o Titan, o Puskas e o Jimmy.&lt;br /&gt;Tinha oito anos quando adoptei o Titan. Lembro-me perfeitamente, como se estivesse agora a passar-se aqui à minha frente, do dia em que o fui buscar. Era uma bolinha de pelo, malhado de castanho e preto, uns olhos pretos como dois berlindes. Nessa noite, mal dormi, só queria olhar para ele e brincar com ele. Dormia num caixote de cartão, na cozinha, e o meu passatempo favorito era dar pancadinhas na borda do caixote, e lá ele levantava a cabecita e vinha empoleirar as patas no sítio onde eu tinha batido. Era um Serra D'Aires, um cão pastor, e, já mais crescido, sabia muito bem aquilo que lhe pertencia. Quando alguém me pegava ao colo, e ele andava nas redondezas, não gostava. Rondava a pessoa, arranhava-lhe as pernas com a pata e, se isso não fosse suficiente para que me pusessem no chão, rosnava. Nunca foi daquele tipo de cão que gosta de brincar com a bola: depois de lha chutarmos, bem podíamos ir à nossa vida, porque ele parecia não perceber a lógica, parecia pensar "Então, chutaste-me a bola, agora é minha, o que é que queres mais?". Lembro-me do meu espanto quando descobri nele aquele reflexo de dar à pata traseira quando lhe fazíamos festas numa determinada zona debaixo da pata dianteira; passou a ser o meu novo entretenimento. Passava horas nisto, e a pedir-lhe a pata (que dava sempre, às vezes mesmo sem lha pedirmos, lá estava ele de pata no ar) e a fazer-lhe juras de companheirismo. O Titan morreu faz, em Dezembro, dois anos. Faria 13 anos daí a dois meses.&lt;br /&gt;O Puskas foi adoptado cinco anos depois. Foi oferecido, acabado de nascer, a uma prima, que, não o podendo manter, o deu à minha tia, que, por sua vez o remeteu aqui para casa. Quando o fomos buscar, veio dentro da tampa de um daqueles caixotes  das resmas de papel, porque era tão pequenino que não precisava de mais. A mãe era vadia, teve a ninhada perto de uma casa, e a pessoa pegou nos cachorros e deu-os, por ter pena de os ver crescer abandonados. Parecia mesmo um ratinho, amarelo e de olhinhos fechados. Depressa quis fazer ver que, dentro daqueles "invólucro" minúsculo, havia um leão em potência, e tomou conta aqui de casa, incluíndo móveis (alguns deles mantém, ainda hoje, a marca da sua passagem) e o "irmão mais velho", que às vezes preferia fugir a enfrentá-lo. Era o "ai jesus" da família, o meu avô até tinha o hábito de levá-lo a passear dentro de um saco daqueles de ir às compras ao mercado. Há cerca de cinco anos, mais ou menos, começou a paralisar nas patas traseiras na altura do frio. Quando a manhã surgia mais fresca, ele sentava-se à porta da cozinha, e lá ficava, a tremer, sem se conseguir mexer. No veterinário, descobrimos que tinha uma hérnia discal, em virtude de ser muito comprido para a altura que tem. Depois de algumas semanas de tratamento com cortisona, lá melhorou, mas, invariavelmente, chegando o frio, volta a paralisia. O veterinário explicou que se vão formando hérnias discais novas, porque as antigas vão solidificando, e que operar pode não resolver nada, porque pode paralisá-lo definitivamente. Apesar da mobilidade dele se ter vindo a deteriorar, a verdade é que nunca se deixou ficar a um canto. Aliás, às vezes faz até impressão, porque quer correr, apesar de ter muita dificuldade em equilibrar-se em movimento, e acaba por arrastar-se. Mas incha, desincha e passa. Agora já não é só um leão em potência, é um verdadeiro leão, cheio de coragem e genica, e, desde que o Titan morreu, é ele que comanda as hostes por aqui.&lt;br /&gt;O Jimmy faz parte da família há quatro anos. É um Retriever do Labrador, e acho que isso já diz muita coisa. É como uma criança pequena; aliás, eu acho que, na cabeça dele, ele continua a ser um cachorrinho recém-nascido, apesar de pesar mais de 50 quilos e atirar qualquer um/a ao chão. É preto, mas tem uma particularidade, porque tem algumas manchas brancas, como uma que parece uma gravata, porque fica mesmo na zona do peito e algumas nas patas, como se tivesse andado na farinha. Quando veio cá para casa, era uma paródia, porque alternava fases de actividade eufórica com fases de sono profundo, em que até o podíamos virar de cabeça para baixo, porque era como se estivesse em coma. Tudo para ele é brinquedo, mas a predilecção dele vai, de facto, para a bola. Já teve mais de vinte, neste momento tem quatro, mas a todas dá privilégios de "filha única", basta que alguém tropece numa, ainda que acidentalmente, e lhe imprima algum movimento; é o suficiente para, se quisermos, o mantermos ocupado durante horas. Mas, quando digo horas, é mesmo "só pára quando cair para o lado", e, mesmo assim, já várias vezes o vi a espumar, a arfar e a tossir (mais cinco minutos e tinha um enfarte) e só parava de correr a ir buscar a bola se a escondêssemos. O último passatempo de eleição é "roer-nos" o braços: abocanha-nos os pulsos e finge que morde, mas apenas o suficiente para nos barrar de baba radioactiva.&lt;br /&gt;A Luna é a minha gata. Só posso falar da experiência de "ter uma gata", porque só tive e tenho esta, e é o meu primeiro animal de estimação, porque aos cães refiro-me como sendo dos meus pais. Nasceu por volta do dia 27/Agosto de 2004, e adoptei-a a 7/Novembro; foi o seu primeiro dia comigo. Antes disso, já era minha. Aliás, antes de nascer já tinha nome, e tinha mesmo que ser minha, porque tem uma manchinha branca em forma de lua no lombo (em pequenina era mais definida, agora está a transformar-se numa lua de arte abstracta). Quando ela chegou lá a casa, eu não conhecia o cheirinho característico dos gatos bebés, e enfiava o nariz na cabecita dela para a cheirar e era como se me invadisse uma sensação de bem-estar. Logo desde o início, ronranava sem sequer lhe tocarmos, e ainda hoje é assim, basta começarmo-nos a aproximar e a falar para ela e liga logo a "pilha". Aprendeu a ir ao caixote logo na primeira noite, não sei como, e desde então só nos pregou partidas duas ou três vezes. Dormia sempre a seguir ao almoço, estendida no sofá e eu pegava nela ao colo e ficava a admirá-la, a tocar-lhe, a reconhecer-lhe o corpo, e ela nunca acordava.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/Img021.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/Img021.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depressa aprendeu as "turras" (que às vezes nos aplica com bastante intensidade), a responder ao nome (mesmo que esteja deitada, mexe as orelhas se ouve o som do nome dela) e a miar muito, muito, imenso, e nós a miar em resposta (hoje arrependemo-nos um pouco desta parte...). Gosta de dormir em cima da roupa lavada, mas qualquer tipo de roupa serve, principalmente aquela que nós colocamos em cima da cama para vestir daí a dois minutos. E de sacos, qualquer tipo de saco, de plástico ou de papel, e de ficar lá dentro, muito quietinha, até alguém se aproximar, e aí encarna o "monstrinho do saco". E de se agarrar aos nossos braços com as patas dianteiras, enquanto nos abocanha a mão e dá "coices" com as patas traseiras. E que coloquemos a mão a alguma altura na parede (de preferência sem qualquer intenção de brincar com ela); coloca-se por baixo dela, em posição de tomar impulso, arregala muito os olhos e salta para a apanhar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/Img027.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/Img027.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O que ela não gosta é que a gente fale alto; morde-nos e refila. E de Whiskas de sardinha. E que confundamos o tempo de exercitar o felídeo selvagem que existe dentro dela com tempo de brincadeira; cada coisa no seu lugar!&lt;br /&gt;Há quem diga que os gatos não são animais de estimação, porque são demasiado independentes e nos usam. Eu, que já tive três cães e agora tenho uma gata, penso poder afirmar que sou o tipo de pessoa que prefere os gatos. Os gatos sabem ser carinhosos (com quem lhes inspira carinho), mas não nos vêm lamber a mão depois de lhes darmos uma palmada. É essa, para mim, a principal diferença entre cães e gatos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/Img041.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/Img041.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-115895981238953911?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/115895981238953911/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=115895981238953911&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/115895981238953911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/115895981238953911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2006/09/gata-e-ces.html' title='Gata e cães'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-115781098937278623</id><published>2006-09-09T15:03:00.000+01:00</published><updated>2006-09-09T20:24:22.163+01:00</updated><title type='text'>Covers up, I cast you off... I'll be watching as you breathe...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/praia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/400/praia.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Thin Air&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-family:Courier New,Courier,mono;font-size:85%;"  &gt;There's a light  when my baby's in my arms.&lt;br /&gt;There's a light when the window shades are drawn.&lt;br /&gt;Hesitate when I feel I may do harm to her.&lt;br /&gt;Wash it off, 'cause this  feeling we can share.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And I know she's reached my heart in thin air.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Byzantine is reflected in our pond.&lt;br /&gt;There's a cloud, but the water  remains calm.&lt;br /&gt;Reaching in, the sun's fingers clutch the dawn to pass&lt;br /&gt;Even out, it's a precious thing to bear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And I know she's reached my  heart in thin air.&lt;br /&gt;And I know she's reached my heart in thin air.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's not in my past to presume,&lt;br /&gt;Love can keep on moving in both  directions.&lt;br /&gt;How to be happy and true&lt;br /&gt;Is a quest we're taking on  together.&lt;br /&gt;Taking on, on , on...&lt;br /&gt;Taking on, on , on, on...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There's a light when my baby's in my arms.&lt;br /&gt;And I know she's reached  my heart in thin air.&lt;br /&gt;And I know she's reached my heart in thin air.&lt;br /&gt;And  I know she's reached my heart in thin air.&lt;br /&gt;Yes I know she's reached my  heart.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-115781098937278623?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/115781098937278623/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=115781098937278623&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/115781098937278623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/115781098937278623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2006/09/covers-up-i-cast-you-off-ill-be.html' title='Covers up, I cast you off... I&apos;ll be watching as you breathe...'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-115775683656610386</id><published>2006-09-08T23:29:00.000+01:00</published><updated>2006-09-09T00:31:36.430+01:00</updated><title type='text'>Não digas nada... Fecha os olhos e sente.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/04-09-2006%20-%20Joana.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/04-09-2006%20-%20Joana.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;   The waiting drove me mad...you're finally here and I'm a mess&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/IMGP2213.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/IMGP2213.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Don't it make you smile?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Don't it make me smile?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;When the sun don't shine, it don't shine at all&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Don't it make me smile?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/IMGP2156.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/IMGP2156.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I couldn't breathe, holdin' me down&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Hand on my face, pushed to the ground&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Enmity gauged, united by fear&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Forced to endure what I could not forgive...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/IMGP2193.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/IMGP2193.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;And fuck me if I say something you don't wanna hear&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;And fuck me if you only hear what you wanna hear&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/PearlJamLisbon04092006%20052.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/PearlJamLisbon04092006%20052.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I wish I was the evidence, I wish I was the sound&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;For 50 million hands upraised and open toward the sky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/PearlJamLisbon04092006%20050.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/PearlJamLisbon04092006%20050.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I miss you already... I miss you always&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;I miss you already... I miss you all day&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/pearl.jam.pavilhao.atlantico.setembro.04.2006.176.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/pearl.jam.pavilhao.atlantico.setembro.04.2006.176.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;If I don't fall apart, will the memories stay clear&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;So you had to go, and I had to remain here&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But the strangest thing to date&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;So far away&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;And yet you feel so close&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;And I'm not gonna question it any other way&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There must be an open door&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;For you to&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Come Back&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-115775683656610386?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/115775683656610386/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=115775683656610386&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/115775683656610386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/115775683656610386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2006/09/no-digas-nada-fecha-os-olhos-e-sente.html' title='Não digas nada... Fecha os olhos e sente.'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-115202405397682110</id><published>2006-07-04T15:25:00.000+01:00</published><updated>2006-07-04T15:49:02.556+01:00</updated><title type='text'>Frivolidades, ou Breve História Pessoal dos Ciclos da Moda</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;Chegaram ontem as minhas All-Stars novas, que encomendei via catálogo há algumas semanas atrás. São verdes (tipo tropa, ou, como diz no catálogo, "caqui"), assim meias a desfazerem-se nas costuras (no catálogo diz que é "acabamento em bruto"), têm atacadores beges e a borracha não é bem branca, é mais a atirar para o cinzento. Depois de largos meses a procurar resistir à moda das All-Stars, cheguei à conclusão de que gostava realmente e suficientemente das sapatilhas para comprar umas, e aproveitei uns saldos para ceder à tentação. Cheguei hoje à conclusão de que passaram dez anos desde que tinha comprado as últimas (e únicas, por sinal; eram também verdes, por curiosidade, mas não eram "vintage" como estas, eram o estilo normal), e debrucei-me a reflectir sobre os ciclos da moda, no que diz respeito à roupa/calçado/acessórios que utilizamos.&lt;br /&gt;Quando eu estava mais ou menos a entrar na adolescência (13-14 anos), ressurgiu a moda das calças à-boca-de-sino e das calças pata-de-elefante (para quem não está familiarizado/a com este termo, refere-se àquelas calças que alargam logo a partir do meio da coxa, ao contrário das à-boca-de-sino, que alargam só a partir do joelho). Na altura, a minha mãe ficou encantada com este ressurgimento, e desatámos logo a reciclar as calças que ela própria usara há mais de 20 anos atrás. A minha mãe nasceu em 1960, portanto viveu a adolescência nos anos 70, e posso dizer que tive o privilégio de usar roupa genuinamente "vintage" (alguma dela ainda hoje uso, mas basicamente as túnicas e casacos, porque digamos que a adolescência tem muito que se lhe diga, e as calças já deixaram de me servir há muitos anos…), e sem ter de pagar exorbitâncias por isso (como agora se vê por tudo quanto é loja de marca, calças praticamente a desfazerem-se, de tão processadas, pela módica quantia de 30 ou 40 contos - ou mais, mas eu ainda sou "pobrezinha" demais para entrar sequer em lojas que vendam roupa acima desse preço...). Desde essa altura nunca mais consegui largar as calças à-boca-de-sino e pata-de-elefante, sou sua fiel adepta há quase 10 anos, realmente acho que são os cortes que me assentam melhor, mesmo agora que - diz-se por aí - já não se usa esse corte; ou seja, mais uma vez, já passou de moda. Parece que hoje a moda, no que a calças diz respeito, são as de corte direito, mais ajustadas, e se possível com a bainha virada para fora. Tenho de confessar de também já aderi, comprei as minhas na semana passada, já com vista à chegada das All-Stars, e a minha avó teve a amabilidade de me costurar umas bainhas bem "fashion", em zig-zag (a minha avó é a deusa da costura, salvé!). Já tinha experimentado vários modelos, em várias lojas, todas dentro desse estilo, e já estava praticamente convencida de que não servia para mim (o corpo tem destas coisas, não se adapta a todas as modas!... Ou, pelo menos, o meu…), até que fui à Bershka (a única loja onde ainda consigo comprar umas calças decentes por menos de 30 euros, e onde, de resto, compro sempre as calças, passo a publicidade...), onde já não ia há vários meses, e senti-me tão realizada por, finalmente, ao fim de tantas experimentações por tudo quanto é loja, encontrar umas calças que me caíam bem, que não resisti e acabei por comprar a calcinha da moda, com direito a bainha virada para fora e tudo!... Mas, de facto, devo estar a ficar muito antiga, porque aquilo na etiqueta dizia "cintura média" (por oposição a "cintura subida" e/ou "cintura descaída"), mas eu tenho que passar a vida a puxá-las discretamente para cima, porque aquilo é quase pornográfico; nem quero imaginar o que seria, na cabeça deles/as, designers de moda, umas calças de cintura descaída...&lt;br /&gt;Quanto às calças justas também tenho qualquer coisa a dizer, como não poderia deixar de ser: é/foi uma moda, tanto quanto sei, vinda dos anos 80, emergente do fenómeno "punk", e pela qual também passei, mais ou menos por volta dos 10, 12 anos, embora nessa época a matriz punk já se tivesse mais ou menos dissolvido, e então havia-as de todas as cores; eu, pessoalmente, tive umas azul-celeste, umas beges, umas azul-escuro, umas castanhas e umas pretas (tanto quanto me lembro), justas como collants, mas as minhas preferidas eram de facto as pretas, usava-as imenso, ao ponto do meu pai me inventar a alcunha de "barrote queimado", quando me vestia de preto integral e pesava para aí 35 quilos… Devo ainda acrescentar que esse modelo de calças, elásticas e justíssimas, é em grande parte responsável por haver por aí tanta rapariga de 20 e poucos anos cheia de estrias nas coxas, porque aquilo era uma sentença de morte para a circulação sanguínea, eu própria sou prova viva disso, e doarei o meu corpo à ciência na altura propícia...&lt;br /&gt;E então pronto, hoje lá saí à rua com as calças e as sapatilhas da moda, e, pelo sim, pelo não, uma t-shirt não muito curta, porque se há coisa que não gosto (nessa moda, garanto que não me apanham) é andar pela rua de cuecas à mostra, por mais bonitas (e/ou caras) que elas sejam!Quanto às All-Stars, razão primordial deste post, fizeram-me chegar à conclusão de que, realmente, o tempo passa a correr, e que estamos, de facto, numa era em que a informação corre à velocidade da luz: as calças à-boca-de-sino e pata-de-elefante, bem como as túnicas, demoraram mais de 20 anos a reentrar na moda, enquanto que não passaram ainda dez anos desde que as All-Stars "saíram de circulação", para já voltarem a entrar. O que hoje é moda, amanhã, ou o mais tardar para o ano, deixará de ser, e quanto mais o tempo passa, mais rápido será este fenómeno cíclico, porque de facto assim o é: alguém "inventa" uma moda, toda a gente (ou quase...) adere, quando se torna vulgar desaparece, para voltar a reaparecer alguns anos depois, quando alguém descobre a(s) dita(s) peça(s) remetidas para um qualquer fundo de baú, e se lembra da razão pela qual a(s) comprou em primeiro lugar: porque gostava dela(s), e não apenas porque estivesse(m) na moda... Sim, porque, na minha cabeça, no meu mundinho utópico, as pessoas ainda compram as coisas porque gostam delas, e porque se sentem genuinamente bem com elas, e não apenas porque a/o amigo/a também usa... É mais ou menos como os acessórios dourados e prateados (em ouro e prata genuínos ou a imitar, conforme as possibilidades de cada um/a), parece que agora estão outra vez “na berra”, e tanto quanto sei a primeira vez que foram moda foi no início dos anos 90, mais ou menos com a emergência do fenómeno “rap” e “hip-hop”. Aliás, lembrei-me no outro dia que tive umas sabrinas douradas, que inclusive usei no primeiro dia de aulas, quando entrei para a Escola Primária, tenho até várias fotografias com elas calçadas… Se soubesse o que sei hoje, e os meus pés não tivessem crescido estupidamente desde então, acho que as tinha guardado, porque isto uma pessoa nunca sabe…!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/waclawwantuch_10.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:78%;"&gt;(foto retirada de &lt;a href="http://www.shinkareff.ru"&gt;www.shinkareff.ru&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-115202405397682110?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/115202405397682110/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=115202405397682110&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/115202405397682110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/115202405397682110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2006/07/frivolidades-ou-breve-histria-pessoal.html' title='Frivolidades, ou Breve História Pessoal dos Ciclos da Moda'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-115179358281604031</id><published>2006-07-01T23:06:00.000+01:00</published><updated>2006-10-16T16:24:13.153+01:00</updated><title type='text'>Carta - Parte I</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Saíndo um pouco daquilo que tem sido a regra deste blog, a publicação de textos originais e anteriormente desconhecidos para os/as seus/suas leitores/as (todos os/as três ou quatro...), resolvi publicar um texto que já foi escrito há alguns meses atrás, mas para cuja publicação me senti especialmente inspirada depois da visita a um blog muito interessante... São excertos do meu texto original, que está ainda em processo de construção, como poderão perceber, e que não sei ainda quando (se...) será concluído...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Meu filho, sou a tua mãe. Tenho 21 anos e dois meses, mas, quando tu nasceres, não vais poder olhar para mim como sou agora, mas apenas como serei quando te puder dar à vida. Não serei certamente, nem aquilo que julgo ser agora, nem o que sonho vir a ser. Serei aquilo que a vida fizer de mim até lá, e serei a tua mãe.&lt;br /&gt;Agora que me sento a pensar em ti, gostaria de ter começado a escrever-te mais cedo, porque gostava que me tivesse conhecido para além deste relato. Gostava que um dia, quando tiveres idade para te identificares com o que aqui escrevo, tivesses possibilidade de me idealizar como uma pessoa, uma identidade, e não "apenas" a tua mãe. Todos chegamos a uma altura na vida em que aprendemos a olhar os nossos pais como pessoas, tal como nós, mas hoje, que me sinto capaz de o fazer em relação aos meus pais, penso que tudo seria mais fácil, para nós e para eles, se essa capacidade surgisse mais cedo. Se os pais pudessem, por vezes, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ser menos pais e mais pessoas. E é assim, filho, que gostava que me pudesses ver: a rir, a chorar, a pensar, a viver, e não apenas a ser a tua mãe. Gostava que soubesses que, antes de tu nasceres, eu fiz muitas coisas, entre as quais amigos, asneiras, viagens, aprendizagens, e que tive uma vida cheia (...).&lt;br /&gt;Depois de tu nasceres, filho, espero poder vir a fazer e a ter ainda mais, mas nunca mais voltarei a ter e a ser aquilo que tenho e sou agora, tal como neste momento já não sou aquilo que era quando tinha 16 anos... Enfim, como tu um dia hás-de saber, viver é perder e ganhar, e quando tu &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;nasceres, eu terei perdido aquilo que sou hoje, mas terei certamente ganho outras identidades. Filho, gostava que soubesses que, por vezes, perder pode ser tão bom como ganhar. Perder ensina-nos a lutar e a mantermo-nos abertos e atentos aos sinais que a vida nós dá. Às vezes, como hás-de perceber, as maiores conquistas surgem depois de grandes perdas. E é assim que nos vamos construíndo e aprendendo quem somos.&lt;br /&gt;Escrevo-te agora estas palavras porque tenho medo de um dia, quando precisares de as conhecer, eu não tenha coragem de tas dizer. Porque, nessa altura, tenho medo de estar demasiado ocupada a querer ser tua mãe, e de me ter esquecido de continuar a ser a pessoa esclarecida e aberta que julgo ser agora. Temo esquecer-me que um dia desejei ter a capacidade de te dar asas e ajudar-te a preparares-te para ser uma pessoa completa, íntegra, humana, sabendo que só serás feliz quandos fizeres as tuas próprias aprendizagens e descobrires o teu próprio caminho. Espero que, lendo estas palavras, venhas um dia a perdoar-me por querer viver por ti, por te obrigar a seguir um percurso que não é o teu, porque assim saberás que, embora eu te tenha magoado (porque, de certeza, o farei), o que desejo para ti é o melhor, e só quero que um dia venhas a encontrar-te e a saber quem és, porque é isso que realmente importa na vida.&lt;br /&gt;Não tenho sonhos para ti, filho. Não quero com isto dizer que não te desejo ou que não te amo, mesmo agora, que ainda não passas de um anseio meu. Quero apenas que saibas que não tenho expectativas em relação àquilo que hás-de ser: não quero que sejas loiro ou moreno, que tenhas olhos castanhos ou azuis, que sejas alto ou baixo, que venhas um dia a ser médico ou polícia. Quando penso em ti, agora, e te desejo na minha vida, não é isso que ocupa o meu pensamento: quero apenas ter a capacidade de te proporcionar uma infância feliz, porque isso é o fundamental e só isso te permitirá vir a ser uma pessoa boa e viveres a tua vida de modo a tornares-te uma pessoa realizada.&lt;br /&gt;A memória mais antiga que tenho da minha vida é muito feliz: estou em casa dos meus avós, com o meu avô, e finjo preparar comida que lhe dou a provar. Tinha dois anos. Passam agora quase um ano e dois meses desde que ele, o meu avô João, o teu bisavô que hás-de apenas conhecer através dos relatos de quem o amou e teve a benção de o conhecer, morreu. Sinto muitas saudades deles e sinto muita falta da presença dele na minha vida, mas sinto-o muitas vezes bem perto e recebo dele muitos sinais que me fazem sentir que, de alguma maneira, ele continua por aí a olhar por mim. Gostava que, pelo menos nesse aspecto, pudesses ser como eu fui: pudesses ter a vida cheia de histórias doces de criança. Que pudesses (...) ouvir contar histórias de outros continentes, de outros tempos, de grandes viagens, daqueles que foram antes de ti e que, sem saberes, te legaram muito daquilo do que és hoje.&lt;br /&gt;Uma das razões pelas quais tenho algum receio de pensar em ter-te, filho, prende-se com essa incerteza de saber se vou conseguir proporcionar-te aquilo que desejo para ti nesta etapa tão importante da tua (e da minha) vida: gostava que, quando fosses adulto, pudesses olhar para trás e pensar na tua infância como um período feliz, e pudesses lembrar-te de mim como um elemento presente e activo dessas memórias. Queria poder garantir que serás uma criança equilibrada e que nunca sentirás a minha falta (...), porque o que mais desejo (...) é poder acompanhar-te, ver-te crescer e estar presente nos momentos importantes da tua vida. Assim, filho, só peço a Deus que me permita essa disponibilidade, porque acho que uma das coisas mais tristes do mundo é um pai ou uma mãe que não conhece os seus filhos. Quero muito conhecer-te e quero também muito que me conheças e saibas que, aconteça o que acontecer, vou querer sempre fazer-te tão feliz quanto estiver ao meu alcance. (...)»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/quadro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/quadro.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-115179358281604031?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/115179358281604031/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=115179358281604031&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/115179358281604031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/115179358281604031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2006/07/carta-parte-i.html' title='Carta - Parte I'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-115058699008593940</id><published>2006-06-18T00:14:00.000+01:00</published><updated>2006-06-18T00:31:00.076+01:00</updated><title type='text'>Cru</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ora te nego, ora te ponho no peito,&lt;br /&gt;E, na verdade, hei-de querer-te sempre.&lt;br /&gt;És o meu lado luz, o meu lugar feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo as mãos pelo corpo,&lt;br /&gt;E, nele, tu. Em cada grito, em cada sopro,&lt;br /&gt;em cada lágrima ou riso, tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho os espelhos, e eu neles,&lt;br /&gt;Crua, sem jogos, sem vícios,&lt;br /&gt;E assim me dou ao pulsar dos dias juntos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À febre dos sentidos, acesos por segredos confessos.&lt;br /&gt;A carne fervilha ao toque impaciente&lt;br /&gt;Dos dedos sôfregos, dormentes da solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nos destroços da ardência,&lt;br /&gt;Nos afectos quietos dos amantes exaustos,&lt;br /&gt;Ficam as mãos, em laços, e nelas as raízes de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/SUNP0009-1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/SUNP0009-1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-115058699008593940?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/115058699008593940/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=115058699008593940&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/115058699008593940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/115058699008593940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2006/06/cru.html' title='Cru'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-114812797741626559</id><published>2006-05-20T12:47:00.000+01:00</published><updated>2006-05-20T13:26:17.426+01:00</updated><title type='text'>As pessoas das nossas vidas</title><content type='html'>As pessoas que melhor nos fazem são aquelas que têm a capacidade de nos fazer sentir competentes e incompetentes, na(s) altura(s) certa(s). Tive essa experiência pela primeira vez quando tinha 14 anos. Tinha uma amiga e um amigo, ela pouco mais nova que eu, ele alguns anos mais velho, com quem partilhei muitas experiências significativas, que ainda hoje recordo, com embaraço e ternura, conforme a disposição.&lt;br /&gt;Ela, sendo mais nova, era também menos experiente, em diversos aspectos da vida, e reconhecia-me competência, pedindo-me conselhos e desabafando as angústias próprias daquela idade da vida que pensamos nunca mais terminar. Muitas vezes nos sentávamos no quarto dela, manhãs e tardes dentro, despindo as convicções de meninas e vestindo as inseguranças de mulheres, e eu sentia-me sempre sábia, sempre capaz, sabia sempre o que dizer e quando, e a confiança dela em mim validava-me e ia-me permitindo novas vitórias.&lt;br /&gt;Ele, sendo mais velho, relembrava-me constantemente (na maioria das vezes até inconscientemente, parece-me) da minha incompetência, desafiando-me, explorando as minhas fraquezas e desconstruíndo as minhas certezas, fazendo-me sentir excluída, obrigando-me a procurar novos lugares, novas brechas de entendimento e aceitação. Relativizava as minhas lágrimas, mas também os meus sorrisos, e perguntava-me sempre "porquê?".&lt;br /&gt;Hoje, alguns anos depois, perdi quase completamente o contacto com estas duas pessoas, mas penso que elas são também um pouco daquilo que eu sou hoje, com as minhas competências e incompetências, e ainda bem que assim é: quero sempre saber e desconhecer, (des)construir e ser (des)construída, porque a vida é longa demais para passarmos por ela pensando, ou que já sabemos tudo, ou que nunca vamos conseguir nada...&lt;br /&gt;Hoje, alguns anos depois, tenho na minha vida uma pessoa que concilia, na sua relação comigo, estes dois aspectos, e penso que essa é uma das chaves para que possamos continuar juntos, face às mais diversas vicissitudes: não tenho a ilusão de dizer que me completa, ou que é a minha outra metade, porque isso é sempre redutor. Posso apenas dizer que me faz sentir válida e inútil, e tem o entendimento necessário para me provocar estes sentimentos na altura certa, sem eu perceber muito bem como, e de me dizer, muitas vezes sem palavras, que já sou, mas posso ainda vir a ser muito mais. E não será isso também o amor...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/lips1%20cor.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/lips1%20cor.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-114812797741626559?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/114812797741626559/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=114812797741626559&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/114812797741626559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/114812797741626559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2006/05/as-pessoas-das-nossas-vidas.html' title='As pessoas das nossas vidas'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-114709127351219285</id><published>2006-05-08T13:24:00.000+01:00</published><updated>2006-05-08T13:27:53.520+01:00</updated><title type='text'>Mapas</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Mapa de mim, para que me saibas,&lt;br /&gt;Me vejas nas brumas do que sou,&lt;br /&gt;Me desvendes nas solidões e nas lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mapa de mim, para que me alcances,&lt;br /&gt;Me toques no corpo e na alma,&lt;br /&gt;Me beijes as feridas de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mapa de mim, para que me ouças,&lt;br /&gt;Me sintas o coração gritar,&lt;br /&gt;Me percebas num sopro de adeus.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/SUNP000.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/SUNP000.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-114709127351219285?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/114709127351219285/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=114709127351219285&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/114709127351219285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/114709127351219285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2006/05/mapas.html' title='Mapas'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-114693942290913617</id><published>2006-05-06T18:23:00.000+01:00</published><updated>2006-05-07T10:40:10.353+01:00</updated><title type='text'>Sobre os nomes das coisas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Há algum tempo atrás dediquei-me a um diálogo sobre a importância dos nomes das coisas. Será que a identidade das pessoas, dos objectos, dos fenómenos se altera conforme a designação oral/escrita que lhes atribuímos e se torna mais ou menos socialmente aceite?&lt;br /&gt;Seria eu outra pessoa se me tivessem dado outro nome? Fará sentido falar-se sobre o significado dos nomes?&lt;br /&gt;O que são as coisas sem os nomes? Existirão realidades onde as palavras não façam sentido e as coisas se valham por si mesmas?&lt;br /&gt;Enfim... Penso muito sobre isto e, quanto mais penso, mais acho que as coisas também são os seus nomes. Quantos e quantas de nós não terão já dado por si a verem-se retratados/as num estudo sobre o significado do seu nome? Quem conseguirá ainda projectar na sua mente um qualquer objecto/fenómeno/pessoa sem lhe associar imediatamente determinada designação e não outra?&lt;br /&gt;Fará sentido achar que atribuir a determinada realidade uma outra designação altera a sua essência? Penso que esta reflexão faz especialmente sentido quando se fala daquilo que comumente se designa "masculino universal neutro".&lt;br /&gt;Fará sentido abordar os elementos de uma turma como "os alunos" quando estamos perante uma plateia composta em 90% por mulheres? Fará sentido utilizar designações como "os sociólogos", "os psicólogos" e outras que tais, quando está mais do que provado que a população estudantil e profissional na área das Ciências Sociais e Humanas é maioritariamente (uma maioria ampla...) composta por mulheres?&lt;br /&gt;Quem designou que o masculino seria "universal" e "neutro"? Haverá alguma neutralidade nesta decisão, como em tantas outras escolhas?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-114693942290913617?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/114693942290913617/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=114693942290913617&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/114693942290913617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/114693942290913617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2006/05/sobre-os-nomes-das-coisas.html' title='Sobre os nomes das coisas'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27607238.post-114686427520833658</id><published>2006-05-05T22:23:00.000+01:00</published><updated>2006-05-06T17:20:04.156+01:00</updated><title type='text'>O princípio</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Narrativa do Corpo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;O que serás de mim? Princípio, meio ou fim?&lt;br /&gt;Parte, parto, porto.&lt;br /&gt;Lunar, solar, tu, eu, nós em mim?&lt;br /&gt;Somos duas, somos soma, mais que nós.&lt;br /&gt;Corpo partido, somado e dividido, tantas vezes um, tantas vezes dois... quantas vezes eu?&lt;br /&gt;Corpo parido, parado, sofrido, salgado e sumido, vincado de mim.&lt;br /&gt;Escondo-me de ti, escondo-te em mim,&lt;br /&gt;Não te sinto, não te sei; não te quis e não te amei.&lt;br /&gt;Onde vamos? Para quem és?&lt;br /&gt;O que serás de mim? Princípio, meio ou fim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/1600/SUNP0013.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/930/1768/320/SUNP0013.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27607238-114686427520833658?l=reactosfera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reactosfera.blogspot.com/feeds/114686427520833658/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27607238&amp;postID=114686427520833658&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/114686427520833658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27607238/posts/default/114686427520833658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reactosfera.blogspot.com/2006/05/o-princpio_05.html' title='O princípio'/><author><name>Joana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04536012516507249673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
